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Lar estrutura programa de sustentabilidade e alinha produtores ao mercado global

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2025
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Agropecuário
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Lar Cooperativa Agroindustrial
Boas práticas, ESG, Sustentabildiade
COP30
cop30, ODS 2 - Fome zero e agricultura sustentável, ODS 8 - Trabalho decente e crescimento econômico, ODS 12 - Consumo e produção responsáveis , ODS 13 - Ação contra a mudança global do clima
A Lar Cooperativa Agroindustrial criou um programa de sustentabilidade para qualificar e reconhecer as boas práticas de seus cooperados. A iniciativa avalia as propriedades em critérios ambientais, sociais e de governança, oferecendo apoio técnico e capacitação. O programa já conta com a participação de mais de 450 propriedades e fortalece a cadeia produtiva para atender às exigências dos mercados nacional e internacional.

Contexto e desafios

Fundada em 1964, a paranaense Lar Cooperativa Agroindustrial reúne mais de 15 mil associados e 25 mil funcionários. Para alinhar sua vasta cadeia de produção às demandas por sustentabilidade, a cooperativa identificou a necessidade de um programa que organizasse e reconhecesse as boas práticas no campo.

Antes da iniciativa, as ações de sustentabilidade nas propriedades eram dispersas e pouco padronizadas. Faltava uma estrutura formal para medir a evolução socioambiental dos cooperados, o que dificultava a rastreabilidade e a definição de compromissos ESG para a cooperativa como um todo.

A ausência de clareza sobre os melhores caminhos para uma produção alinhada aos cuidados com o meio ambiente e as pessoas expunha os produtores a riscos e limitava o acesso a mercados mais exigentes. O desafio era criar um sistema de qualificação que valorizasse o produtor.

Objetivos

O objetivo central do programa era estimular, reconhecer e valorizar os cooperados que adotam práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) em suas propriedades. A iniciativa busca fomentar a evolução contínua na gestão da propriedade rural e ampliar o uso de tecnologias sustentáveis.

As metas incluem fortalecer a competitividade dos associados e garantir que o desenvolvimento econômico da cooperativa esteja alinhado à preservação ambiental e à inclusão social.

Dessa forma, o programa reforça o papel do cooperativismo na região onde atua, garantindo uma cadeia produtiva mais sustentável, transparente e responsável.

Desenvolvimento

O programa teve origem em um projeto de desenvolvimento de líderes e foi estruturado em etapas. Primeiro, foi elaborado um checklist de avaliação com base em referências internacionais, como a certificação RTRS (Round Table on Responsible Soy), que garante a produção responsável de soja.

Em seguida, foram definidos o regulamento e as premiações. A gestão é conduzida por equipes de Sustentabilidade e Qualidade, em conjunto com as áreas técnicas da cooperativa.

O programa é aberto a todos os cooperados e já soma mais de 450 propriedades participantes em suas três primeiras edições. Na quarta edição, lançada em 2025, já são 314 inscritos.

A cada ciclo, a cooperativa promove as inscrições e as visitas de avaliação nas propriedades. Os cooperados recebem apoio técnico e participam de capacitações para melhoria contínua, com a ajuda de parceiros como o SENAR e o Sescoop.

O programa organiza os participantes em níveis, como inicial, intermediário e avançado, e prevê um pagamento adicional aos que atingem as melhores pontuações, valorizando na prática o esforço dos produtores.

Resultados e impacto

Com o programa, as boas práticas de sustentabilidade passaram a ser organizadas, monitoradas e reconhecidas de forma estruturada. Foram definidos indicadores socioambientais claros, que permitem medir a evolução das propriedades e gerar relatórios comparativos.

A capacitação contínua fortaleceu o conhecimento dos produtores sobre meio ambiente, gestão da propriedade e bem-estar social, o que reduziu os riscos regulatórios e aumentou a conformidade com as leis.

A iniciativa também criou uma base sólida para a rastreabilidade e para os compromissos ESG da cooperativa. Na prática, o programa valoriza as propriedades participantes e amplia o seu acesso a mercados que demandam uma produção cada vez mais responsável e transparente.

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