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Boas práticas ESG no cooperativismo

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14/07/2026

Diagnóstico de eficiência energética chega à Cooperbelgo

Cooperativa inicia plano para aumentar a eficiência energética e fortalecer sua agenda ESG  Entre os últimos dias 7 e 9 de julho, a Cooperativa Agropecuária Mista de Bela Vista de Goiás (Cooperbelgo) deu mais um passo para fortalecer sua gestão sustentável ao concluir a etapa de diagnóstico técnico da Solução Eficiência Energética. A iniciativa, desenvolvida pelo Sistema OCB, apoia cooperativas na identificação de oportunidades de redução do consumo de energia, aumento da eficiência operacional e fortalecimento das práticas ESG.  O trabalho foi realizado por especialistas da Stride, em parceria com o Sistema OCB e o Sistema OCB/GO, e envolveu uma análise detalhada de diferentes unidades da cooperativa. Foram avaliados o posto de combustível, supermercado, sede administrativa, loja agropecuária, fábrica de rações, armazém e cerealista, além do laticínio. A partir desse levantamento, será elaborado um plano de ação com recomendações técnicas, prioridades de investimento e estratégias para otimizar o uso da energia em toda a operação.  O diagnóstico oferece uma visão estratégica sobre o consumo energético da cooperativa, para permitir que decisões futuras sejam tomadas com base em dados técnicos. A iniciativa também contribui para reduzir desperdícios, melhorar processos e ampliar a competitividade do negócio.    Melhoria contínua  Para o presidente da Cooperbelgo, André Luiz de Mattos, a participação no projeto representa uma oportunidade de fortalecer uma agenda que já faz parte das prioridades da cooperativa. "A perspectiva de fazer parte desse projeto é muito boa, porque é um tema muito atual e necessário, tanto para gerar economia para a cooperativa quanto para difundir, entre os cooperados e colaboradores, uma mentalidade voltada à sustentabilidade. O diagnóstico realizado pela Stride, em conjunto com o Sistema OCB nacional e o Sistema OCB Goiás, certamente vai gerar bons resultados para a Cooperbelgo", afirmou.   A diretora administrativa operacional da cooperativa, Caroline Paixão do Amaral, destacou que a iniciativa está alinhada ao processo de crescimento da organização e ao compromisso com a melhoria contínua. "Esse projeto vem ao encontro da nossa busca por crescer, melhorar nossa produtividade e nossos resultados. Também fortalece nossa atuação dentro da agenda ESG. Ficamos muito felizes por fazer parte das cooperativas selecionadas pelo Sistema OCB para participar dessa iniciativa. Saber que estamos entre as 22 cooperativas do país contempladas nos enche de orgulho e nos motiva a evoluir cada vez mais, fazendo a diferença também para o meio ambiente", declarou.   O envolvimento das equipes durante a realização do diagnóstico também foi destacado por Leonardo Carrara, responsável pela área de Compliance da Cooperbelgo. Segundo ele, o desafio agora será transformar as recomendações técnicas em ações concretas. "Estamos muito felizes por sermos contemplados com esse projeto, que traz um conhecimento fundamental para a cooperativa. Agora é o momento de colocar as ações em prática. Toda a equipe está empenhada e comprometida em seguir em frente para alcançar os resultados esperados."  Para o Sistema OCB, a etapa de diagnóstico representa o início de uma jornada de transformação na gestão da energia das cooperativas. "O diagnóstico permite que a cooperativa compreenda, com profundidade, como a energia é utilizada em cada etapa da operação e identifique oportunidades reais de ganho de eficiência. A partir dessas informações, é possível definir prioridades, direcionar investimentos e construir uma gestão energética mais estratégica. O objetivo do Sistema OCB é apoiar as cooperativas na adoção de soluções que gerem resultados econômicos, ambientais e fortaleçam sua competitividade no longo prazo”, explicou  a analista de Desenvolvimento de Cooperativas, Mayara Araújo dos Reis.    Saiba Mais:  Sistema OCB lança propostas para fortalecer fundos constitucionais  Lar Cooperativa reúne lideranças para celebrar o Dia do Cooperativismo  Campanha nacional convida coops a fortalecer proteção às mulheres 
Diagnóstico de eficiência energética chega à Cooperbelgo
06/07/2026

Sistema OCB leva diagnóstico de eficiência energética à Copasul

Cooperativa conclui etapa de diagnóstico técnico da Solução Eficiência Energética e avança na construção de um plano para reduzir custos, otimizar processos e ampliar sua competitividade Reduzir custos, aumentar a competitividade e tornar o uso da energia cada vez mais inteligente. Esses são alguns dos objetivos que levaram a Copasul a participar da Solução Eficiência Energética, iniciativa do Sistema OCB que apoia cooperativas na identificação de oportunidades para otimizar o consumo energético e fortalecer suas estratégias de sustentabilidade. Como parte dessa jornada, a cooperativa concluiu a etapa de diagnóstico técnico em campo, realizada por especialistas, que analisaram processos, equipamentos e padrões de consumo para identificar oportunidades de melhoria. O levantamento servirá de base para a construção de um plano de ação estruturado, com prioridades definidas, indicadores de desempenho e acompanhamento técnico especializado. O diagnóstico oferece informações que permitem transformar dados em decisões. A partir da análise detalhada do consumo energético, a Copasul poderá direcionar investimentos, reduzir desperdícios, aumentar a eficiência operacional e ampliar sua resiliência diante dos custos crescentes da energia. Para o presidente executivo da Copasul, Adroaldo Taguti, o sucesso desse tipo de iniciativa depende do envolvimento das pessoas e da criação de uma cultura permanente de melhoria. "Esse trabalho precisa ter um comitê acompanhando de perto. Se não houver alguém responsável por acompanhar a evolução, as coisas acabam não avançando. O mais interessante é que, muitas vezes, as maiores economias são resultado de pequenas ações do dia a dia. São mudanças simples que geram economia, mas também engajamento. As pessoas levam esse comportamento para a vida, inclusive para casa, e isso cria uma verdadeira mudança de cultura." Essa visão também é compartilhada pela equipe industrial da cooperativa. Segundo o gerente industrial, Marcos do Nascimento, a eficiência energética dialoga diretamente com a filosofia Lean, que busca fazer mais com menos recursos e reduzir desperdícios em todas as etapas dos processos. "Desde as primeiras conversas sobre o projeto, enxerguei uma conexão muito forte com o pensamento Lean, que já buscamos implantar na cooperativa. O ganho não está apenas na redução dos custos com energia, mas também na construção de uma cultura de aproveitamento inteligente dos recursos. Fazer melhor, com menos desperdício, fortalece a sustentabilidade e melhora nossos processos." Já para o gerente de Sustentabilidade, Inovação e Novos Negócios da Copasul, Egidio Tsuji, a eficiência energética vai além da economia e influencia diretamente os indicadores ambientais da organização. "A sustentabilidade está diretamente ligada à forma como conduzimos nossa operação. A energia, além de representar um dos principais custos da cooperativa, impacta diversos indicadores ambientais. Quando conseguimos operar com mais eficiência, reduzimos o consumo de recursos, diminuímos as emissões e fortalecemos nossa agenda ESG. Esse trabalho também ajuda os colaboradores a compreenderem que pequenas mudanças no dia a dia podem gerar resultados importantes para o negócio e para o meio ambiente." A experiência da Copasul integra uma estratégia mais ampla conduzida pelo Sistema OCB para apoiar cooperativas na gestão eficiente da energia. A Solução Eficiência Energética contempla capacitação de gestores, diagnóstico técnico especializado, elaboração de planos de ação, acompanhamento contínuo e integração com iniciativas de descarbonização. "O diagnóstico é o primeiro passo para transformar a gestão da energia em uma vantagem competitiva. Quando a cooperativa conhece com precisão onde e como consome energia, consegue priorizar investimentos, eliminar desperdícios e fortalecer sua agenda ESG de forma consistente. Mais do que economizar, estamos ajudando as cooperativas a desenvolver uma cultura de melhoria contínua, com impactos positivos para a competitividade, a sustentabilidade e a perenidade dos seus negócios”, finalizou o coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB, Alex Macedo. Saiba Mais: Sistema OCB prestigia os 55 anos da Ocepar em fórum de lideranças Em Foz do Iguaçu, lideranças das Américas definem agenda da ACI Sistema OCB e Anatel avançam diálogo sobre cooperativas em telecom
Sistema OCB leva diagnóstico de eficiência energética à Copasul
22/06/2026

Sistema OCB alinha estratégias para fortalecer agenda climática

Equipes da entidade avançam em indicadores ESG, COP31 e mercado regulado de carbono  O coop brasileiro está se preparando para uma nova etapa de sua atuação na agenda de sustentabilidade. Com foco em integração, planejamento e geração de resultados concretos, o Sistema OCB promoveu, nesta segunda-feira (22), uma reunião conjunta entre o Time ESG, o Grupo de Trabalho ESG (GT ESG) e as Câmaras Temáticas de COP e Meio Ambiente. Entre os assuntos debatidos estiveram a construção dos indicadores ESG do cooperativismo, o plano de trabalho para a COP31 e os próximos passos relacionados ao mercado regulado de carbono no Brasil.  Logo na abertura, Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, deixou claro a importância do encontro: “a sustentabilidade deixou de ser uma pauta complementar e passou a ocupar posição estratégica para a competitividade e a perenidade dos negócios. Nosso desafio é demonstrar, com dados e resultados, que o cooperativismo entrega soluções concretas para a transição climática e para o desenvolvimento sustentável”, destacou.  Um dos destaques da reunião foi a apresentação do estágio atual dos Indicadores ESG do Cooperativismo Brasileiro, iniciativa desenvolvida no âmbito do Programa ESGCoop. O trabalho já resultou na homologação de 56 indicadores universais, aplicáveis a cooperativas de todos os ramos, distribuídos entre as dimensões social, ambiental, econômica e de governança. Além disso, avançam as construções dos indicadores setoriais específicos para os diferentes ramos do cooperativismo.  Como parte do movimento de integração entre as equipes, também foi anunciada a unificação das Câmaras Temáticas de COP e Meio Ambiente, que passam a atuar conjuntamente sob a denominação de Câmara Temática de Meio Ambiente e Clima. A mudança busca ampliar a articulação entre os temas e fortalecer a construção de posicionamentos técnicos e estratégicos para o cooperativismo.    Da COP30 para a COP31  Outro tema central foi a avaliação dos resultados da participação do cooperativismo na COP30 e a construção da estratégia para a COP31, que será realizada em novembro na Turquia. A participação na conferência realizada em Belém foi considerada fundamental para consolidar o protagonismo do cooperativismo brasileiro no debate internacional sobre sustentabilidade e mudanças climáticas.   Ao longo do evento, cooperativas participaram de dezenas de painéis, oficinas e espaços de articulação institucional, levando experiências práticas relacionadas a financiamento climático, agricultura sustentável, transição energética, descarbonização e inclusão produtiva.  Segundo Débora, o momento agora é de transformar esse reconhecimento conquistado em ações concretas. “A COP30 ampliou a visibilidade do cooperativismo e reforçou nossa capacidade de articulação. Entramos a partir dela em uma fase de implementação, em que precisamos transformar posicionamentos em entregas efetivas, fortalecendo ainda mais a contribuição das cooperativas para as soluções climáticas”, ressaltou.  O plano de trabalho para a COP31 prevê ações de articulação institucional, participação em fóruns nacionais e internacionais, fortalecimento de parcerias estratégicas e apoio às cooperativas em iniciativas voltadas à descarbonização e eficiência energética.    Mercado de carbono  A agenda do mercado regulado de carbono também teve espaço de destaque durante a reunião. O Sistema OCB acompanha a regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) e atua para garantir que as especificidades do modelo cooperativista sejam consideradas nesse processo.   Para o coordenador do Ramo Agro do Sistema OCB, Rodolfo Jordão, o avanço da regulamentação do mercado de carbono representa uma oportunidade estratégica para o cooperativismo ampliar sua contribuição para uma economia de baixo carbono. “As cooperativas já desenvolvem práticas que geram benefícios ambientais concretos, como recuperação de áreas, agricultura de baixo carbono e manejo sustentável. Nosso papel é garantir que essas iniciativas sejam reconhecidas e que os cooperados tenham condições de participar desse mercado com segurança, previsibilidade e geração de valor”.  Débora lembrou que, atualmente, dezenas de cooperativas participam das ações do Programa ESGCoop voltadas à neutralidade de carbono, envolvendo iniciativas de mensuração, monitoramento e redução de emissões. “Temos uma oportunidade concreta de mostrar que o cooperativismo é parte da solução. Nossa força está na capacidade de gerar desenvolvimento econômico aliado à inclusão social e à preservação ambiental. Quanto mais alinhada e integrada for nossa atuação, maior será o impacto que conseguiremos entregar para o país e para o mundo”, concluiu.    Saiba Mais:  Prêmio Melhores do Ano entra na reta final de inscrições para coops  Conectividade no campo avança com protagonismo das cooperativas  Seminário reforça papel do cooperativismo no debate político de 2026 
Sistema OCB alinha estratégias para fortalecer agenda climática
12/06/2026

15 anos de AvaliaCoop: como diagnóstico virou cultura de gestão

Programa consolidou desenvolvimento nas cooperativas, ao conectar governança, desempenho e ESG  Há 15 anos, o Sistema OCB iniciou um movimento estratégico para atender à legislação que exigia o monitoramento das cooperativas. O que poderia ter se limitado a uma obrigação regulatória evoluiu significativamente. De forma colaborativa, com as Organizações Estaduais e as próprias cooperativas, foram desenvolvidas ferramentas diagnósticas que se consolidaram como a principal porta de entrada para o desenvolvimento organizacional.  Esse processo deu origem a uma estratégia nacional de inteligência analítica: o AvaliaCoop. Hoje, ele não apenas apoia o monitoramento, mas sustenta a gestão, o planejamento e a tomada de decisão de milhares de cooperativas, posicionando-se como base estruturante da inteligência do cooperativismo brasileiro.  Hoje, o eixo reúne soluções diagnósticas em temas estratégicos como identidade cooperativista, governança e gestão, desempenho econômico-financeiro, negócios e ESG. Para a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o aniversário marca muito mais do que uma data. "Quinze anos do AvaliaCoop representam quinze anos de compromisso com o fortalecimento das cooperativas brasileiras. Essa iniciativa nasceu das necessidades contingenciais do cooperativismo no início dos ano 2000 e cresceu sustentada por rigor técnico, parceria com os estados e visão estratégica e de longo prazo. Hoje, ela é um dos pilares do nosso trabalho de desenvolvimento, porque ajuda cada cooperativa a se conhecer melhor, a planejar com mais precisão e a evoluir com consistência. É um orgulho enorme ver o quanto esse programa transformou a cultura de gestão do setor."  Susan Vilela, gerente de Controle Interno do Sistema OCB, foi precursora da operacionalização das soluções, fortalecendo uma agenda pautada na intercooperação e na escuta ativa, promovendo reuniões e espaços de diálogo com as Organizações Estaduais e as cooperativas. "Percebemos que, primeiro, era necessário identificar a dor da cooperativa para então entregar a melhor solução possível", relembra Susan  Esse movimento coletivo permitiu compreender, de forma aprofundada, os diferentes contextos e necessidades. Como resultado, os diagnósticos desenvolvidos — independentemente da metodologia ou das referências adotadas — passaram a refletir de forma consistente as especificidades do modelo de negócios cooperativo e suas respectivas legislações.    Identidade  O primeiro grande marco veio com o Diagnóstico Identidade, desenvolvido em parceria com a Fundace. A ferramenta buscava mapear elementos essenciais do modelo cooperativista, considerando princípios, conformidade legal e aspectos ligados à identidade organizacional. A construção aconteceu de forma coletiva, com forte participação das organizações estaduais. O processo também abriu espaço para troca de experiências e compartilhamento de boas práticas.  Com o amadurecimento do trabalho, surgiu uma nova necessidade. Além de fortalecer sua identidade, as cooperativas precisavam avançar em gestão e governança para responder às exigências do mercado e ampliar sua competitividade.    Governança e gestão  Em 2012, o Sistema OCB firmou parceria com a Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) para desenvolver o diagnóstico de Governança e Gestão, hoje uma das soluções mais consolidadas do AvaliaCoop. O modelo foi estruturado em níveis de maturidade e permite que cada cooperativa evolua de forma gradual, respeitando seu contexto e estágio de desenvolvimento.  A lógica é acompanhar uma jornada contínua de evolução, uma vez que implementar boas práticas exige preparo, tempo e amadurecimento institucional. Foi nesse contexto que nasceu também o Prêmio SomosCoop Excelência em Gestão, criado para incentivar o compartilhamento de conhecimento entre cooperativas. A iniciativa deu origem ao compêndio de boas práticas, que segue como uma importante ferramenta de disseminação de experiências dentro do cooperativismo.  Para o coordenador de Inteligência Analítica do Sistema OCB, Tomás Nascimento, essa consistência metodológica é o que garante resultados concretos. "Celebrar os 15 anos dos diagnósticos AvaliaCoop é reconhecer o trabalho de todos que se dedicaram para chegarmos até aqui, com a consistência de um trabalho tático-operacional que sustenta resultados concretos. Ao estruturar metodologia e conteúdo, evoluir sistemas, analisar dados com rigor e apoiar as OCEs de forma ativa, consolidamos uma cultura orientada a dados. Esse conjunto integrado é o que transforma informação em direcionamento e garante a efetividade e a evolução contínua das cooperativas."  A coordenadora de Governança e Gestão, que atuou na coordenação de Inteligência Analítica por quase 10 anos, Simone Montandon, destaca que a robustez do programa está diretamente ligada ao seu processo de aprimoramento permanente. "Durante esses 15 anos, os diagnósticos passaram por uma evolução contínua e estruturada, com revisões sistemáticas de questionários, atualização de conceitos e refinamento metodológico a cada ciclo. Houve também um investimento permanente na evolução tecnológica da plataforma, ampliando a confiabilidade dos dados, a comparabilidade e a qualidade das devolutivas. O resultado é um sistema mais intuitivo, mais rastreável e com impacto cada vez mais concreto na gestão das cooperativas."    Apoio  Com o avanço dos diagnósticos, o AvaliaCoop passou a apoiar diretamente outras áreas do Sistema OCB, especialmente em formação profissional e decisões estratégicas. Os dados coletados passaram a orientar o planejamento de ações e soluções voltadas ao desenvolvimento das cooperativas, incluindo a criação de cursos, capacitações e iniciativas conectadas às demandas reais do setor. "Antes disso, muitas iniciativas acabavam sendo repetidas sem um direcionamento claro. Com os diagnósticos, tornou-se possível identificar prioridades com mais precisão e aumentar a efetividade das entregas", conta Susan.  Ao longo dos anos, o AvaliaCoop deixou de ser apenas uma ferramenta de monitoramento para assumir uma posição estratégica dentro do Sistema OCB. Atualmente, o eixo reúne cinco soluções diagnósticas principais: Identidade, Governança e Gestão (PDGC), Desempenho, Negócios e ESG.  A gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, Débora Ingrisano, explica que essa evolução acompanhou as transformações do mercado e as novas demandas do cooperativismo. Segundo ela, o conceito de monitoramento se ampliou e passou a incorporar uma atuação mais voltada à inteligência analítica e ao desenvolvimento organizacional. "O diagnóstico não é um fim em si mesmo. Ele é a porta de entrada para entender desafios, definir prioridades e desenvolver soluções mais assertivas", afirma.  Essa nova fase ganhou ainda mais força a partir de 2022, quando o Sistema OCB iniciou uma revisão do portfólio de soluções para integrar de forma mais clara os diagnósticos às áreas de capacitação, negócios, ESG e cultura cooperativista.    Sustentabilidade  O movimento também acompanhou mudanças importantes no ambiente de negócios. Temas ligados à sustentabilidade, impacto social e governança passaram a ocupar espaço central na estratégia das cooperativas e impulsionaram a criação do diagnóstico ESG.  A solução foi desenvolvida para apoiar cooperativas na avaliação de práticas ambientais, sociais e de governança, alinhando o cooperativismo às exigências atuais do mercado. "O mercado mudou e as cooperativas precisam acompanhar essas transformações para continuarem competitivas e sustentáveis", destaca Débora.    Futuro  Além do ESG, o AvaliaCoop passou a ampliar seu olhar para temas que vêm adquirindo cada vez mais importância, ligados à saúde organizacional, desempenho laboral e sustentabilidade dos negócios, e que se relacionam diretamente com a NR1. Entre as próximas entregas previstas está o Diagnóstico de Saúde e Bem-Estar, atualmente em fase piloto e com lançamento nacional previsto para o próximo ano.   Outro foco imediato do Sistema OCB é ampliar a adesão das cooperativas às soluções diagnósticas e evoluir as estratégias e metodologias de oferta dessas. A avaliação é que a cultura do desenvolvimento organizacional ainda tem muito espaço para crescer dentro do cooperativismo brasileiro. A proposta é dar um grande passo para otimizar a experiência da jornada AvaliaCoop e fazer com que os diagnósticos integrem cada vez mais a rotina das cooperativas, apoiando o planejamento, a priorização de investimentos e o fortalecimento da gestão.  Para Susan, olhar para os 15 anos do AvaliaCoop é reconhecer uma construção coletiva, feita gradualmente e sempre em diálogo com as necessidades das cooperativas. "Tudo foi construído aos poucos. O importante é entender essa trajetória e continuar evoluindo sem perder de vista o caminho que foi percorrido até aqui", ressalta.  Débora reforça que o desenvolvimento organizacional precisa fazer parte da cultura das cooperativas. "Tudo começa com uma pergunta simples: como estou? Não adianta querer abraçar o mundo. Uma prioridade bem estruturada vale mais do que dez objetivos que ficam só no papel", conclui.    Saiba Mais:  Renegociação de dívidas rurais aprovada no Senado retorna à Câmara Cooperativas brasileiras apresentam modelo ao Sudeste Asiático Cooperativismo de seguros avança com regulamentação e mobiliza setor  
15 anos de AvaliaCoop: como diagnóstico virou cultura de gestão
09/04/2026

Capacitação de gestores impulsiona eficiência energética no coop

Sistema OCB conecta cooperativas e impulsiona gestão mais eficiente e sustentável  O Sistema OCB realizou mais uma etapa da Solução Eficiência Energética, com a Capacitação de Gestores em Eficiência Energética, com encontros na terça-feira (7) e na quinta-feira (9) desta semana. Participaram as cooperativas Coopernova – Armazém (MT), Inovar (RJ), Coabriel (ES), Sicoob Norte Sul (BA), Copasul (MS), Cooperbelgo (GO) e Unimed Caruaru (PE). Juntas, elas somam mais de R$ 7,5 bilhões em faturamento, cerca de 3,8 mil colaboradores e quase 40 mil cooperados.   A etapa marcou o encerramento dos encontros coletivos, com foco no alinhamento conceitual. Na sequência, o trabalho avança para reuniões preparatórias e diagnósticos in loco em cada cooperativa, com identificação de oportunidades de melhoria no consumo, na gestão e nos processos. A partir disso, serão estruturados planos de ação personalizados, aderentes à realidade de cada cooperativa, com acompanhamento remoto ao longo da implementação. Ao final do ciclo, a expectativa é que a eficiência energética esteja incorporada à rotina de gestão como um vetor estratégico de competitividade e sustentabilidade.  Para a gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, Débora Ingrisano, o principal ganho está em transformar o tema em prática contínua. “Eficiência energética não é algo pontual. É uma forma de gerir melhor a operação, com rotina, acompanhamento e decisões baseadas em dados”, explicou.  Ela também destacou que os resultados ultrapassam os aspectos econômicos. “Quando a cooperativa organiza esse processo, ela reduz custos, melhora sua eficiência e ainda fortalece sua atuação em ESG, o que hoje pesa cada vez mais no mercado”, acrescentou.     Mais gestão, menos desperdício  Um dos pontos centrais da capacitação foi mostrar que eficiência energética não começa na tecnologia, mas na forma de gerir. O desafio está em entender onde a energia está sendo mal utilizada e corrigir esses pontos.  Durante os encontros, os participantes trabalharam conceitos muito presentes na rotina do dia a dia: desperdício, desbalanceamento e sobrecarga. Na prática, são situações que fazem a energia ser consumida sem gerar resultado. A proposta foi  trazer esse olhar mais atento para o funcionamento das operações.    Medir para melhorar  Os gestores foram orientados a olhar com mais atenção para os dados de consumo, desde a fatura de energia até medições mais detalhadas. Quanto mais informação disponível, mais fácil identificar onde estão os desperdícios e agir rapidamente.  Além disso, a capacitação mostrou que não basta olhar o consumo total. O ideal é relacionar esse dado com a produção ou com a atividade da cooperativa. Isso permite comparações mais justas e ajuda a entender, de fato, se houve ganho de eficiência.    Saiba Mais:  Escolha que transforma: SomosCoop chega ao Mais Você  Cooperativismo é contemplado em Plano Nacional de Bioeconomia  NegóciosCoop capacita equipes para ampliar acesso a mercados 
Capacitação de gestores impulsiona eficiência energética no coop
02/04/2026

Cooperativismo é contemplado em Plano Nacional de Bioeconomia

Iniciativa prevê R$ 350 milhões em investimentos e busca estruturar nova lógica produtiva no país  O Sistema OCB acompanhou, nesta quarta-feira (1º), o lançamento do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), iniciativa  do governo federal que estabelece diretrizes para orientar o crescimento do setor na próxima década.   A proposta posiciona a biodiversidade brasileira como ativo estratégico para o desenvolvimento econômico sustentável, com integração entre inovação, tecnologia e inclusão social. O cooperativismo foi incluindo como um dos eixos do Plano, que prevê o fortalecimento de pelo menos 60 cooperativas com impacto direto em mais de 5 mil famílias, especialmente na região amazônica.  Com aporte inicial de R$ 350 milhões do Fundo Amazônia, o PNDBio busca estruturar uma nova lógica produtiva no país, ao aliar conservação ambiental à geração de renda. A iniciativa integra o eixo de bioeconomia do Plano de Transformação Ecológica e dialoga com a agenda de reindustrialização nacional, com foco em ampliar a presença do Brasil nas cadeias globais de valor.  Durante o evento, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, destacou o papel do cooperativismo como instrumento de inclusão econômica e fortalecimento produtivo. “É fundamental estimular o modelo. Os pequenos, quando se organizam em cooperativas, fazem toda a diferença”, afirmou. Ele também ressaltou a relevância dos instrumentos financeiros voltados ao desenvolvimento sustentável, como o Fundo Amazônia e o Fundo Clima, que somam bilhões em recursos disponíveis.  Entre as ações estruturantes apoiadas pelo Fundo Amazônia estão programas como o Coopera+ Amazônia, o projeto Cooperar com a Floresta e o Desafios da Amazônia, que juntos, concentram investimentos superiores a R$ 300 milhões de reais e contam com a participação direta de cooperativas agropecuárias. Essas iniciativas buscam impulsionar cadeias produtivas sustentáveis, promover a organização coletiva e ampliar o acesso a mercados.    Metas ambiciosas  O PNDBio também estabelece metas ambiciosas para os próximos anos, como o apoio a 6 mil negócios comunitários, a ampliação do acesso ao crédito e a inclusão de até 300 mil beneficiários em programas de pagamento por serviços ambientais até 2035. A estratégia contempla ainda a recuperação de áreas degradadas, o fortalecimento da economia florestal e o aumento da produtividade com sustentabilidade.  No campo produtivo, o plano propõe a diversificação das lavouras,  além do estímulo à bioindustrialização e ao uso de matérias-primas renováveis. A expectativa é que o Brasil avance em segmentos como biocombustíveis, biomateriais e insumos químicos de base biológica, consolidando sua liderança global no tema.  Outro eixo relevante é o incentivo à inovação em saúde, com a meta de ampliar a participação de fitoterápicos no mercado nacional e incorporar novos produtos ao Sistema Único de Saúde (SUS). O plano também prevê avanços no turismo sustentável, com estímulo ao ecoturismo em unidades de conservação.  A construção do PNDBio envolveu mais de 16 ministérios e contou com ampla participação da sociedade, setor produtivo e instituições de pesquisa, somando mais de 900 contribuições. A governança será acompanhada por sistemas de monitoramento que visam garantir transparência e segurança jurídica na execução das ações.    Saiba Mais:  Modernização do CAR avança e reforça Código Florestal  Sistema OCB acompanha posse dos novos ministros  Protagonismo feminino marca encontro do coop 
Cooperativismo é contemplado em Plano Nacional de Bioeconomia
23/03/2026

Sistema OCB amplia ações de eficiência energética no coop

Novo ciclo da iniciativa estrutura gestão contínua de consumo e redução de custos  Em mais uma etapa de desenvolvimento da Solução Eficiência Energética, o Sistema OCB reuniu, nesta sexta (20), cooperativas de diferentes ramos para dar continuidade aos trabalhos técnicos do ciclo 2026, com foco na gestão do consumo, redução de desperdícios e melhoria de processos.  O contexto global reforça a urgência do tema. Segundo o World Energy Outlook 2025, a demanda por eletricidade deve crescer cerca de 40% até 2035. No Brasil, a expansão projetada é de 3,3% ao ano, o que pressiona custos e exige maior eficiência no uso da energia, especialmente em setores intensivos como agro, saúde e crédito.  Para a gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, Débora Ingrisano, a eficiência energética já demonstra resultados concretos e rápidos nas cooperativas. Ela destacou que a agenda vai além da redução de custos. “Estamos falando também de mercado, reputação e cultura de sustentabilidade. É uma agenda que conecta desempenho econômico e posicionamento estratégico”, afirmou.  A solução parte do diagnóstico de que a energia é um dos principais custos operacionais das cooperativas e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de ganho imediato de eficiência. Em alguns casos acompanhados pelo Sistema OCB, ajustes simples já geraram economia perceptível no curto prazo. “Houve cooperativas que fizeram adequações e, no mês seguinte, já viram resultado financeiro”, relatou Débora.   Participam desta etapa cooperativas como Coopernova (MT), Inovar (RJ), Coabriel (ES), Sicoob Norte Sul (BA), Copasul (MS), Cooperbelgo (GO) e Unimed Caruaru (PE). Juntas, elas reúnem grande diversidade de operações e realidades, o que amplia o potencial de aprendizado e replicação de boas práticas.  O processo previsto pela solução envolve capacitação técnica, diagnóstico em campo e elaboração de planos de ação personalizados. O objetivo é estruturar uma gestão contínua da eficiência energética, com definição de indicadores, metas e rotinas de acompanhamento.  Segundo o consultor da Strider, Alexandre Mater, a experiência do ciclo anterior mostrou que há oportunidades em todas as cooperativas, independentemente do nível de maturidade. “Em todas elas, tivemos resultados positivos. Algumas mais avançadas, outras iniciando, mas todas encontraram oportunidades relevantes de melhoria”. Ele explicou que o foco está no uso inteligente da energia.   Para as cooperativas, o tema já aparece como prioridade estratégica. Na Copasul, por exemplo, a energia representa parcela significativa dos custos. “É mais de 30% do nosso custo total. Qualquer ganho de eficiência impacta diretamente o resultado”, destacou a analista de sustentabilidade, Nayara Moraes.  Já na Coabriel, o trabalho vem complementar iniciativas em andamento. “Já temos investimentos em fontes renováveis e projetos em desenvolvimento. A expectativa é melhorar ainda mais os resultados com essa solução”, afirmou o supervisor de manutenção, Caio Vicente.   A proposta do Sistema OCB é transformar a eficiência energética em prática permanente de gestão, integrada à governança das cooperativas. Isso inclui desde decisões operacionais como manutenção de equipamentos e controle de consumo, até estratégias mais amplas, como diversificação de fontes e alinhamento com metas de descarbonização.    Saiba Mais:  Coordenadores de ramos alinham atuação em encontro nacional  Sistema OCB lança campanha Escolha o Coop  Cursos da CapacitaCoop integram plataforma do governo QualificaProBR 
Sistema OCB amplia ações de eficiência energética no coop
21/10/2025

Sistema OCB lança guia que ensina coops a contabilizarem GEE

Publicação orienta passo a passo para inventário e gestão das emissões de Gases de Efeito Estufa O Sistema OCB lançou, em parceria com a Ambipar, o Guia Metodológico do Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), uma publicação técnica que faz parte da Solução Neutralidade de Carbono, do Programa ESGCoop. O material foi desenvolvido para apoiar as cooperativas de todos os ramos na estruturação, coleta, tratamento e reporte de informações sobre suas emissões, de forma padronizada e transparente.  O guia é um passo importante na jornada das cooperativas rumo à sustentabilidade,à gestão climática eficiente e à neutralidade de carbono Elaborado com base nas metodologias ABNT NBR ISO 14064-1:2019 e no Programa Brasileiro GHG Protocol (PBGHGP) — referências internacionais no tema —, o documento apresenta orientações detalhadas sobre os três escopos de emissões (diretas, indiretas de energia adquirida e indiretas na cadeia de valor) e traz instruções práticas para o uso da ferramenta oficial do GHG Protocol.  “O inventário de emissões é uma ferramenta fundamental para compreender o impacto climático das atividades da cooperativa e identificar caminhos para reduzir esse impacto. Medir é o primeiro passo para gerenciar, e esse guia vem justamente para facilitar esse processo, tornando-o acessível e confiável”, explica Débora Ingrisano, Gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB.  O guia descreve todas as etapas do processo — desde a definição dos limites organizacionais e operacionais até a consolidação e o reporte dos dados —, sempre alinhado aos princípios de relevância, integralidade, consistência, transparência e exatidão. A publicação também orienta sobre o armazenamento de evidências, essencial para auditorias e verificações independentes, além de indicar boas práticas que permitem às cooperativas buscar o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol, o mais alto nível de conformidade metodológica no país.  “O diferencial do material é traduzir uma metodologia internacional para a realidade das cooperativas brasileiras. Ele oferece um passo a passo prático, com linguagem acessível e foco na aplicabilidade. A ideia é apoiar desde cooperativas que estão iniciando sua jornada de sustentabilidade até aquelas que já têm um inventário consolidado e buscam aprimoramento”, acrescenta Débora.  A publicação se integra à agenda ESG do Sistema OCB, que busca ampliar o engajamento do movimento cooperativista nas ações de mitigação das mudanças climáticas e de transição para uma economia de baixo carbono. “As cooperativas têm um papel estratégico nessa agenda. Elas já nascem com uma lógica de uso responsável dos recursos e de geração de valor coletivo. Agora, com ferramentas como o Guia Metodológico, poderão mensurar e comunicar esse valor de forma ainda mais robusta e transparente”, completa a gerente.  Saiba Mais: Pesquisa revela efetividade da CapacitaCoop Cooperativismo de crédito é destaque em live do Banco Central Sistema OCB anuncia cooperativas que representarão o Brasil na COP30
Sistema OCB lança guia que ensina coops a contabilizarem GEE
17/10/2025

Solução Eficiência Energética: coops ampliam ganhos sustentáveis

Workshop do Sistema OCB destaca resultados, aprendizados e novos passos da iniciativa   Com foco em inovação, economia e impacto ambiental, o Sistema OCB realizou, nesta sexta (17), o Workshop da Solução Eficiência Energética, uma das iniciativas do Programa ESGCoop. O encontro online contou com representantes de organizações estaduais, gerentes de Desenvolvimento de Cooperativas, integrantes do GT ESGCoop e parceiros técnicos para debater os resultados do ciclo 2025, os aprendizados das cooperativas-piloto e as perspectivas de expansão da solução.  Desenvolvida em parceria com a Stride Consultoria, a Solução Eficiência Energética tem como objetivo apoiar as cooperativas na identificação de desperdícios, otimização do consumo e redução de custos operacionais, promovendo, ao mesmo tempo, a diminuição das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE).  Na abertura do encontro, Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, destacou que a eficiência energética é um dos pilares mais estratégicos da sustentabilidade. “Assim como a agenda de carbono, a eficiência energética é essencial para a competitividade e a perenidade das cooperativas. Ela transforma responsabilidade ambiental em economia real e fortalecimento de imagem. É um tema que une propósito, inovação e resultado”, afirmou.  Segundo ela, a solução é um exemplo prático de como o Sistema OCB está apoiando as cooperativas na consolidação de suas agendas ESG. “Nosso objetivo é mostrar que eficiência energética é mais do que apenas uma pauta ambiental, é uma oportunidade concreta de inovação e de ganho econômico. As experiências que já estão em andamento comprovam o potencial transformador dessa iniciativa”, completou.  A analista de sustentabilidade, Laís Castro, apresentou o panorama geral da solução, que já conta com 14 cooperativas-piloto de oito estados. “Os resultados são expressivos: identificamos reduções médias de consumo em torno de 22%, chegando a mais de 30% em alguns casos. Além da economia direta, há ganhos intangíveis importantes — como o engajamento das lideranças e a mudança de cultura organizacional em relação ao uso e gestão da energia”, explicou.  Laís ressaltou que a iniciativa complementa outras ações do ESGCoop. “Enquanto a Neutralidade de Carbono mede e reporta as emissões, a Eficiência Energética atua diretamente na redução delas. As duas soluções se conectam e fortalecem o posicionamento do cooperativismo frente à agenda climática e à COP30”, destacou.  Alex Macedo, coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB, reforçou o papel estratégico da energia no modelo de negócio das cooperativas. “A energia é um insumo central em todos os ramos. Trabalhar com eficiência é reduzir custos, aumentar competitividade e contribuir de forma efetiva para o enfrentamento das mudanças climáticas. É um investimento que gera retorno ambiental e financeiro”, afirmou.  Durante o  workshop também foi anunciado que, em novembro, o Sistema OCB irá lançar cartilhas e ebooks que reúnem orientações técnicas e cases de destaque das cooperativas participantes.  “Essa é uma iniciativa de transformação cultural. Queremos inspirar cada cooperativa a tratar a energia como um ativo estratégico, e não apenas como um custo operacional”, concluiu Débora.    Saiba Mais:  Tania Zanella destaca ações do coop no 5º Fórum Integrativo Confebras  ESGCoop: Unicred aposta em eficiência energética para reduzir impactos  Sistema OCB defende papel das cooperativas no crédito rural sustentável
Solução Eficiência Energética: coops ampliam ganhos sustentáveis
14/10/2025

Sistema OCB anuncia cooperativas que representarão o Brasil na COP30

Painéis temáticos darão visibilidade internacional a experiências sustentáveis de todos os ramos  O cooperativismo brasileiro já está praticamente de malas prontas para marcar presença na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém (PA), de 10 a 21 de novembro. O Sistema OCB divulgou, nesta sexta-feira (17), o resultado da seleção de cooperativas para os painéis temáticos do cooperativismo na COP30.  A chamada pública, lançada em agosto, teve como objetivo identificar e selecionar experiências concretas de cooperativas de todos os ramos que contribuem para o enfrentamento das mudanças climáticas, com base nos cinco eixos estratégicos do Manifesto do Cooperativismo Brasileiro para a COP30:  Segurança alimentar e agricultura de baixo carbono  Financiamento climático e valorização das comunidades  Transição energética e desenvolvimento sustentável  Bioeconomia e uso eficiente dos recursos naturais  Adaptação e mitigação de riscos climáticos  As cooperativas escolhidas participarão de painéis temáticos promovidos pelo Sistema OCB durante a conferência, em espaços oficiais de destaque, além de atividades paralelas nos pavilhões do governo brasileiro, coordenados pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), e em espaços de parceiros institucionais.  Cooperativas selecionadas  A lista de cooperativas que representarão o cooperativismo brasileiro na COP30 contempla os ramos do cooperativismo, com projetos que envolvem desde produção agropecuária de baixo carbono, energia renovável e eficiência energética, até finanças verdes, bioeconomia e recuperação de áreas degradadas. “Nosso papel é mostrar ao mundo que o cooperativismo brasileiro já entrega soluções concretas para a transição climática justa”, destacou Tania Zanella, superintendente do Sistema OCB.  Os cases selecionados terão duas formas de participação:  Apresentação presencial, em painéis e debates nos espaços do cooperativismo na COP30;  Exposição digital, com conteúdo exibido nos totens do evento e no portal Coop na COP30, além de campanhas e materiais de divulgação institucional.  A proposta é ampliar o alcance das boas práticas cooperativistas e reforçar a imagem do cooperativismo como modelo de negócios sustentável, inovador e alinhado aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). “Estamos construindo uma presença plural e representativa. A COP30 será o palco para mostrar a força das cooperativas brasileiras e como elas já contribuem, na prática, para o desenvolvimento de uma economia verde e inclusiva”, reforçou Tania.  Confira a lista das cooperativas selecionadas:    Cases com presença física na COP30  Cooperativa  Título do Case  Sicredi Confederação  Projetos de financiamento do empreendedorismo feminino, transição energética  Sicoob Confederação  Captações Temáticas: impulsionando inclusão social e promovendo a transição para uma economia verde Cresol Confederação  Experiências de microcrédito para agricultura sustentável.  Coopatrans  Case chocolates da Cacauway, um negócio de impacto social  Coopsertão  Produção Sustentável na Caatinga: Agroecologia, água e solo  Cooxupé  Protocolo Gerações - Resiliência Climática e Sustentabilidade na Cafeicultura Cooperativista  Sicoob Credip  Robustas Amazônicos: cooperação e investimento em tecnologias mudam a realidade da agricultura, geram integração e salvam a floresta  Sicredi Confederação  Quantificação de Riscos Climáticos como Ferramenta Estratégica para Proteção das Culturas Agrícolas dos associados  CCPR  Enxergando Sentido Global – Práticas Nota 10  Cooperativa Vinícola Aurora Ltda  Estratégias para minimizar os impactos das mudanças climáticas na viticultura da Serra Gaúcha  COASA  Nosso Solo, Nossa Colheita. Um case cooperativo que cultiva a sustentabilidade na agricultura  CAMTA  Referência em produção a partir de sistemas agroflorestais, com manejo sustentável na Amazônia  Lar   Programa de qualificação e certificação sustentável da produção de alimentos  SICOOB COOESA  Cooperativa Mirim Marajoara: crianças e adolescentes unidos pela cooperação, cultivando futuro sustentável no Marajó  Recicle a Vida Cooperativa De Catadores do DF  “Recicle a Vida: Economia Circular, Inclusão Social e Inovação na Reciclagem de Plásticos”  Cresol Encostas da Serra Geral  Case Abelhas Nativas, Cooperativismo e Impacto: da Capital Nacional da Meliponicultura ao Protagonismo Internacional em Sustentabilidade, Educação e Renda  Central Sicoper-Cresol  Cresol Siga: financiamento para saneamento, infraestrutura e gestão da água  Sicredi Confederação  Programa de Captações Sustentáveis  Sicoob Confederação  Projetos de apoio inclusivo ao desenvolvimento sustentável das cadeias produtivas de cafeicultura e pecuária bovina Cooperativa Agropecuaria Mista Terranova Ltda  Energia solar como alternativa para reduzir custos na produção leiteira  Creral  Bioroz e Cinroz: Biopolímeros sustentáveis a partir da casca e cinzas de casca de arroz associado a produção de energia pela casca de arroz  Sicredi Confederação Café Carbono Neutro  Sicoob São Miguel SC/PR/RS  COOPENAD: Cooperação que ilumina um futuro sustentável  Sicredi Confederação  Sicredi pelo Rio Grande: solidariedade e reconstrução após o desastre climático  Cresol Horizonte  Incentivo a boas práticas ambientais na cadeia produtiva de bubalinos  Coomflona  Manejo Florestal Sustentável na Flona do Tapajós  Coopercitrus  Restauração que transforma: cooperação e parcerias pela água, floresta e clima  Cooperativa Agropecuária e Florestal do Projeto RECA  Fortalecimento da Bioeconomia na Amazônia por Meio do Cooperativismo Sustentável  Cooperacre  Arranjo produtivo da sociobioeconomia na Amazônia  Coopmetro  PAV – Programa de Renovação de Frota: mobilidade sustentável e fortalecimento da economia local  Primato Cooperativa Agroindustrial  SUÍNO VERDE - Energia Limpa do Campo ao Transporte  Sistema Ocemg  Programa MinasCoop Energia  Coopernorte  Cooperação Embrapa–COOPERNORTE: inovação e resiliência climática para a Amazônia  Coplana  Tecnologias de agricultura de precisão, bioinsumos e soluções em baixo carbono  Cocamar  Práticas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e produção sustentável em larga escala  Cases com conteúdo na COP30  Cooperativa  Título do Case  Sicoob Credicenm  Formando Cidadãos Conscientes: Cooperativas Mirins e o Futuro Sustentável CCPR  Enxergando Sentido Global – Logística Nota 10  CCPR  Enxergando Sentido Global – Usina Fotovoltaica  CCPR  Enxergando Sentido Global – Cooperando Com O Planeta  Sicredi Confederação Complexo Solar Sicredi Confederação CCPR  Enxergando Sentido Global – Recicla Mais  Sicoob Aracoop  Fortalecimento Sustentável da Cadeia Produtiva da Piscicultura em Morada Nova de Minas  Sicoob Aracoop  Financiamento de Usina Fotovoltaica para o Cooperativismo de produção de frutas em Pirapora MG   Sicoob Credinacional  Micro Usinas Sicoob Credinacional: Energia Limpa e Impacto Social  Sicoob Coopemata  Transformação Sustentável: Neutralização de CO₂ e Reflorestamento para um Futuro Verde  Sicoob Credialto  Compartilhando Energia, Multiplicando Saúde: Cooperando por uma Saúde Sustentável  Sicoob Centro  Do cacau ao chocolate: cooperar é coisa nossa  Sicoob Montecredi  O despertar de uma Terra Adormecida: A Fazenda Três Meninas, a cafeicultura regenerativa no Cerrado Mineiro e sua contribuição para o produtor, o consumidor e o planeta  Unicred União  Projeto Integrado de Energia Renovável: Microusinas e Intercooperação da Unicred União  Cooperconcórdia   Programa multiplicadores lixo zero   Turiarte  Geração de renda sustentável com artesanato e turismo comunitário na Amazônia  Coopric  Café com identidade: Sustentabilidade e resiliência na Chapada Diamantina  Copercampos  Uma cooperativa sustentável – Ação local, impacto global  Coopercitrus  Sistematização agrícola de precisão: transformando paisagens, reduzindo emissões e multiplicando renda  Coopernorte  Programa de Produtividade COOPER+: inovação, sustentabilidade e aumento da produtividade no campo  Coopernorte  CPAC – Pesquisa aplicada e resiliência climática para a agricultura cooperativa amazônica  Coopernorte  Agroindústria COOPERNORTE: agregação de valor, segurança alimentar e sustentabilidade para o Pará  Cresol Confederação  "Geração de Renda Sustentável contribuindo com a Valorização da Cultura Quilombola na Comunidade Vargem do Sal através do Artesanato em Licuri''  Cresol Confederação  Transição Agroecológica Participativa para Cadeias Hortícolas e Frutícolas no Brasil e Uruguai  Cresol Evolução  Projeto Tampinhas Solidárias - Projeto de reciclagem de tampinhas  FECOGAP  O Garimpo como Aliado do Desenvolvimento Sustentável e da Inclusão Social na Amazônia  Lar    Cadeia de Proteína Animal da Lar Cooperativa: um Modelo de organização social e de desenvolvimento econômico      Lar   Alimentação animal sustentável e de baixo carbono aliada á eficiência produtiva  Lar   Lar Cooperativa: eficiência no uso dos recursos e geração de energia a partir de resíduos  Lar   Produção sustentável de biodiesel como estratégia de redução de emissões e transição energética  Lar   Redução da emissão de metano em dejetos de suínos, a partir da produção de energia elétrica por meio de biogás    Lar    Da Fonte à Vida: Protegendo e Recuperando Nascentes    Lar   Ferramenta de Impacto Sustentável com ênfase na agricultura de Precisão, redução de GEE e gestão de carbono no solo    Lar Cooperativa Corretora de Seguros  Gestão inteligente de riscos climáticos com seguro agrícola  Sicoob Conexão  Reinholz Chocolates: Empoderamento Feminino e Sustentabilidade no Campo  Sicoob Confiança  Piscicultura Autossustentável com Energia Fotovoltaica e Integração Cooperativa  Sicoob Metropolitano  Ativo Verde Digital: Preservação Ambiental com Blockchain   Sicredi Confederação  Projeto Recuperando Nascentes  Unicred Ponto Capital  Projeto Batalhão do Bem: o cooperativismo em ação!    Saiba Mais:  Tania Zanella destaca ações do coop no 5º Fórum Integrativo Confebras  Cooperativismo se destaca nos Diálogos pelo Clima da Embrapa  Cooperativismo integra agenda climática da Casa do Seguro na COP30 
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