escolha consciente, escolha o coop • escolha consciente, escolha o coop • escolha consciente, escolha o coop • escolha consciente, escolha o coop • escolha consciente, escolha o coop • escolha consciente, escolha o coop • escolha consciente, escolha o coop • escolha consciente, escolha o coop
Image

Ramo Agropecuário

Fique por dentro do ramo Agropecuário

Image

Ramo Agropecuário

Fique por dentro do Ramo Agropecuário

Filtrar Notícias

Limpar
Notícias representação
03/07/2026

Crédito e seguro rural como estratégia para reduzir riscos no campo

Integração entre financiamento e proteção ganha força diante do aumento dos eventos climáticos  A sucessão de secas, geadas, enchentes e outras ocorrências climáticas extremas tem acelerado uma mudança no debate sobre a política agrícola brasileira. Representantes do setor produtivo, incluindo o cooperativismo, parlamentares e especialistas defendem que crédito e seguro rural deixem de ser tratados como instrumentos independentes e passem a atuar de forma integrada, a fim de ampliar a segurança financeira do produtor e reduzir os riscos para toda a cadeia do agronegócio.  A avaliação do Sistema OCB é de que o fortalecimento simultâneo dessas duas políticas pode aumentar a previsibilidade da renda no campo, reduzir a inadimplência das operações de crédito e oferecer maior segurança às cooperativas e instituições que financiam a produção agropecuária. Em um cenário de eventos climáticos cada vez mais frequentes, o seguro rural passa a ser visto como complemento indispensável ao financiamento da atividade.  Para o gerente Técnico e Econômico da entidade, João Prieto, a combinação entre crédito e gestão de riscos precisa ser considerada com celeridade. "O crédito é fundamental para garantir investimento, produção e desenvolvimento econômico no campo. Mas, diante do aumento dos riscos climáticos, o seguro rural também passa a ser uma ferramenta indispensável para dar previsibilidade e segurança tanto para os produtores quanto para as cooperativas", declara.  Prieto considera que fortalecer esses mecanismos significa proteger toda a cadeia produtiva. "As cooperativas atuam diretamente no suporte aos produtores, especialmente em momentos de dificuldade. Ampliar o acesso ao crédito e modernizar os instrumentos de gestão de risco rural é uma medida essencial para garantir competitividade, continuidade produtiva e estabilidade econômica no agro brasileiro”.                                         Kayo Magalhães / Câmara dos DeputadosA avaliação é compartilhada pelo deputado Sérgio Souza (PR), coordenador de Infraestrutura da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop). Segundo ele, o país precisa consolidar uma política de gestão de riscos compatível com a dimensão da agropecuária brasileira. "O seguro rural deixou de ser um instrumento acessório e passou a ser uma necessidade para a sustentabilidade da produção agropecuária. Quando o produtor conta com financiamento aliado a mecanismos eficientes de proteção, reduz o risco da atividade, preserva a capacidade de pagamento e garante mais segurança para toda a cadeia produtiva".  O parlamentar também acredita que ampliar a cobertura do seguro contribui, ainda, para reduzir a exposição das instituições financeiras e estimular novos investimentos no campo, criando um ambiente de maior previsibilidade para produtores, cooperativas e agentes de crédito. “Essa integração beneficia os produtores, mas também todo o sistema de financiamento agropecuário. Com menor risco de perdas decorrentes de eventos climáticos, a tendência é de redução da inadimplência, maior estabilidade das operações de crédito e ampliação da capacidade de investimento das cooperativas de crédito e agropecuárias”, complementa.  O tema também avança no Congresso Nacional. Entre as propostas em discussão está o Projeto de Lei (PL) 2.951/2024, de autoria da senadora Tereza Cristina (MS), vice-presidente da Frencoop. A proposta busca modernizar a política nacional de seguro rural, ampliar as fontes de financiamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), fortalecer o Fundo de Catástrofe e ampliar a cobertura securitária no país.    Saiba Mais: Coops Day 2026 mobiliza cooperativas em todo o país neste sábado Sistema OCB prestigia os 55 anos da Ocepar em fórum de lideranças Sistema OCB e Anatel avançam diálogo sobre cooperativas em telecom
Crédito e seguro rural como estratégia para reduzir riscos no campo
Notícias representação
02/07/2026

Cooperativismo apoia projeto para ampliar mão de obra formal na safra

Projeto dos Safristas busca conciliar proteção social e contratação temporária no campo  Ampliar a oferta de mão de obra formal durante os períodos de safra sem comprometer a proteção social dos trabalhadores é um dos principais desafios enfrentados pela agropecuária brasileira. Como forma de oferecer uma solução para essa questão, o Projeto de Lei (PL) 715/2023, conhecido como Projeto dos Safristas, apoiado pelo cooperativismo, foi aprovado no Congresso Nacional. Apesar de sua importância para o setor, a proposta foi integralmente vetada pela Presidência da República e, por isso, a expectativa agora é de que a decisão seja revertida no Parlamento. De autoria do deputado Zé Vitor (MG), membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), o projeto prevê que a renda obtida em contratos temporários de safra não seja considerada para a exclusão imediata de programas sociais. A medida busca reduzir a informalidade, ampliar as oportunidades de trabalho no campo e atender à demanda de produtores rurais e cooperativas que enfrentam dificuldades para contratar trabalhadores durante os períodos de colheita. Relator da matéria, o deputado Evair de Melo (ES), também membro da Frencoop, defende que a iniciativa responde a uma                                                   Vinicius Loures/Câmara dos Deputados demanda histórica do setor produtivo e cria condições para ampliar a formalização das relações de trabalho. "A ideia é fomentar a formalização do trabalho em diversas culturas agrícolas. As regras dos programas sociais e a remuneração por produtividade acabam criando um cenário que incentiva a informalidade. Precisamos oferecer segurança para quem quer trabalhar e para quem precisa contratar", afirma. Mobilização As cooperativas agropecuárias estão entre as principais defensoras do Projeto dos Safristas. Responsáveis por organizar a produção, prestar assistência técnica, facilitar o acesso ao crédito, agregar valor aos produtos e ampliar mercados para os cooperados, elas dependem da disponibilidade de trabalhadores temporários em diversas cadeias produtivas durante os períodos de safra. Dados do Sistema OCB mostram que o segmento reúne atualmente 1.172 cooperativas, movimenta R$ 438,2 bilhões por ano e gera mais de 257 mil empregos diretos, consolidando-se como um dos principais motores do desenvolvimento econômico no interior do país. Para a presidente-executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, iniciativas que incentivam a formalização do trabalho fortalecem todo o ambiente produtivo organizado pelas cooperativas. “O desafio da mão de obra no campo só será resolvido com regras que estimulem a formalização. O Projeto dos Safristas representa um avanço porque aproxima políticas sociais e políticas de emprego, beneficiando trabalhadores, cooperativas e toda a cadeia agropecuária”, ressalta.   Saiba Mais: No Senado, Sistema OCB defende debate técnico sobre jornada de trabalho Nova Lei impulsiona emprego e desenvolvimento regional Mais que crédito: orientação técnica fortalece o coop no campo
Cooperativismo apoia projeto para ampliar mão de obra formal na safra
Notícias representação
01/07/2026

Projeto dos Safristas reforça debate sobre inclusão produtiva no campo

Proposta busca ampliar oportunidades de trabalho temporário e fortalecer cadeias produtivas rurais  A aprovação do Projeto de Lei 715/2023 pelo Congresso Nacional colocou em evidência um dos principais desafios enfrentados pela agropecuária brasileira: a contratação de mão de obra temporária durante os períodos de safra. Defendida por entidades do setor produtivo e do cooperativismo, a proposta buscou conciliar proteção social e formalização do trabalho, ao permitir que beneficiários de programas sociais pudessem exercer atividades sazonais sem perder automaticamente o acesso aos benefícios. Vetado integralmente pela Presidência da República, a expectativa sobre a proposta é mantida com a possibilidade de reversão no Parlamento.                kayo Magalhães/Câmara dos DeputadosO tema ganhou relevância nos últimos anos diante dos relatos de produtores rurais e cooperativas sobre a dificuldade crescente de encontrar trabalhadores para atividades temporárias ligadas à colheita e ao manejo agrícola. Em diversas regiões do país, representantes do setor apontam que o receio de perder benefícios sociais acaba afastando trabalhadores do mercado formal justamente nos períodos de maior demanda por mão de obra.  De autoria do deputado Zé Vitor (MG), membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), a proposta foi elaborada com o objetivo de enfrentar esse problema. Pelo texto aprovado pelos parlamentares, os valores recebidos em contratos de safra não seriam considerados para fins de exclusão imediata dos programas sociais, preservando a proteção às famílias em situação de vulnerabilidade e incentivando a formalização das contratações.  Segundo Zé Vitor, a intenção foi aproximar trabalhadores do mercado formal sem criar barreiras ao acesso à proteção social. “O projeto busca criar oportunidades para quem deseja trabalhar, aumentar sua renda e contribuir para a produção de alimentos no país. A formalização beneficia o trabalhador, oferece segurança ao produtor e fortalece a economia das regiões rurais”, afirma.  O cooperativismo agropecuário esteve entre os segmentos que mais acompanharam a tramitação da proposta e destacou os impactos positivos da medida para a geração de emprego e o pleno funcionamento das cadeias produtivas. Responsáveis por organizar a produção, fornecer assistência técnica, facilitar o acesso a mercados e agregar valor à produção rural, as cooperativas desempenham papel central na economia de milhares de municípios brasileiros.  Dados do Sistema OCB mostram a dimensão do segmento. Atualmente, o cooperativismo agropecuário brasileiro reúne 1.172 cooperativas, responsáveis por um faturamento anual de R$ 438,2 bilhões e pela geração de mais de 257 mil empregos diretos. O ramo congrega 1,2 milhão de produtores rurais e responde por parcela significativa da produção nacional de grãos, carnes, leite, café e outros alimentos.  Para a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, iniciativas voltadas à formalização do trabalho ajudam a fortalecer ainda mais o ambiente produtivo. “As cooperativas agropecuárias são fundamentais para a organização da produção rural brasileira. Elas geram renda, promovem inclusão produtiva e ajudam a levar desenvolvimento para o interior do país. Medidas que incentivem a formalização do trabalho fortalecem as cadeias produtivas e ampliam oportunidades para trabalhadores e produtores”, destaca.    Saiba Mais:  Sistema OCB acompanha lançamento dos Planos Safra 2026/2027 Licenciamento ambiental define ritmo dos investimentos cooperativos Sistema OCB impulsiona agenda global do cooperativismo no CM50
Projeto dos Safristas reforça debate sobre inclusão produtiva no campo
Notícias representação
29/06/2026

Agilidade no licenciamento ambiental acelera investimentos no agro

Regras mais claras reduzem insegurança jurídica e ampliam projetos em armazenagem, energia e logística Foto: Renato Araújo / Câmara dos DeputadosA busca por maior previsibilidade no licenciamento ambiental voltou ao centro das discussões do setor agropecuário e do cooperativismo brasileiro. Considerado um dos principais instrumentos de controle e proteção ambiental do país, o licenciamento também é apontado por produtores e cooperativas como um dos gargalos para a implantação de projetos de infraestrutura, armazenagem, irrigação, agroindustrialização e geração de energia no meio rural. A discussão ganhou novo capítulo com a entrada em vigor da Lei 15.190/2025, que instituiu regras gerais para o licenciamento ambiental após mais de duas décadas de tramitação no Congresso Nacional. A legislação busca uniformizar procedimentos, reduzir a sobreposição de normas e criar maior segurança jurídica para empreendimentos de diferentes setores da economia. Para representantes do agro, a principal contribuição do novo marco é a criação de critérios mais claros para a análise dos pedidos de licenciamento. A avaliação é que a existência de milhares de normas federais, estaduais e municipais gerava interpretações distintas e aumentava a insegurança para investidores e produtores rurais. O tema tem impacto direto sobre o cooperativismo agropecuário. Cooperativas investem em estruturas de armazenagem, agroindústrias, usinas de energia renovável, sistemas de irrigação e projetos logísticos que dependem de autorizações ambientais para sair do papel. Segundo a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, a modernização das regras era uma demanda antiga do setor. “O cooperativismo tem um papel essencial no desenvolvimento sustentável e entende que a modernização do licenciamento ambiental é um passo decisivo para garantir segurança jurídica, fomentar investimentos e manter os compromissos com a preservação ambiental”, afirmou. Preservação garantida Em maio de 2025, o Sistema OCB participou da entrega de uma carta aberta assinada por 89 entidades do setor produtivo em apoio à proposta. Na ocasião, a entidade defendeu a criação de regras mais modernas e proporcionais à realidade dos empreendimentos, preservando a análise técnica dos órgãos ambientais. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), uma das principais articuladoras da proposta no Congresso, sustenta que a nova legislação reduz entraves burocráticos sem alterar a obrigação de cumprimento das normas ambientais. Para a bancada, o licenciamento deve continuar sendo um instrumento de proteção ambiental, mas com maior eficiência administrativa. Presidente da FPA e membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), o deputado Pedro Lupion (PR) explica a importância da medida. “A racionalização do sistema de licenciamento ambiental é essencial para destravar o desenvolvimento, gerar empregos e atrair investimentos, sem prejuízo à proteção ambiental”. Entre os pontos destacados pelo setor produtivo estão a definição de modalidades de licenciamento compatíveis com o potencial de impacto de cada atividade, a fixação de prazos para análise dos processos e a redução de conflitos de competência entre diferentes órgãos públicos. O texto da Lei também preserva a exigência de estudos ambientais mais robustos para empreendimentos considerados de maior impacto. Saiba Mais: Cooperativas reforçam defesa de proteção ao produtor rural Cooperativas de infraestrutura geram desenvolvimento e qualidade de vida Fundos regionais: cooperativas no centro do desenvolvimento
Agilidade no licenciamento ambiental acelera investimentos no agro
Notícias representação
26/06/2026

Cooperativas de crédito ganham espaço no financiamento rural

Modelo ajuda a levar recursos a regiões com pouca presença das institucionais tradicionais  Em meio ao debate sobre crédito e seguro rural, as cooperativas de crédito têm se consolidado como uma das principais alternativas para ampliar o acesso de produtores, pequenos empreendedores e agricultores familiares ao financiamento. O avanço do setor ocorre em um momento em que o campo enfrenta juros elevados, endividamento crescente e maior exposição a riscos climáticos.  O crescimento das cooperativas acontece justamente enquanto o governo federal discute o Plano Safra 2026/2027 e busca mecanismos para ampliar a oferta de crédito ao setor produtivo. A preocupação com o aumento do endividamento rural e com a necessidade de fortalecer instrumentos de gestão de risco, como o seguro rural, tem colocado o acesso ao financiamento no centro das discussões entre produtores, cooperativas e parlamentares.  Dados do Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2025 mostram que o ramo crédito reúne 689 cooperativas, mais de 20,1 milhões de cooperados, R$ 514,7 bilhões em depósitos e R$ 454,6 bilhões em operações de crédito. O Banco Central também aponta que os ativos do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) alcançaram R$ 885 bilhões em dezembro de 2024.                                              Mario Agra / Câmara dos DeputadosAs cooperativas constituem a maior rede de atendimento físico do país. Em 469 desses municípios, as cooperativas representam a única instituição financeira com atendimento presencial disponível para produtores rurais e pequenos empreendedores. A presença dessas organizações tem contribuído para ampliar o acesso ao crédito, financiar investimentos, apoiar a modernização das propriedades e fomentar o desenvolvimento econômico local.  Para a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o diferencial das cooperativas está justamente na proximidade com os cooperados e no compromisso com o desenvolvimento das comunidades onde atuam. “As cooperativas de crédito são importantes agentes de inclusão financeira. Elas também promovem o balizamento das taxas de juros e tarifas nas praças onde concorrem com outros modelos de instituições financeiras”, afirma.   O fortalecimento do cooperativismo de crédito acompanha a expansão do próprio setor cooperativista brasileiro. Segundo dados do Sistema OCB, as cooperativas agropecuárias reúnem mais de um milhão de produtores rurais e desempenham papel estratégico na produção de alimentos, exportações e geração de renda no campo.  A avaliação dialoga com a agenda defendida pela Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), que tem atuado junto ao Sistema OCB para ampliar a participação das cooperativas na execução de políticas públicas de crédito. Uma das principais discussões envolve os fundos constitucionais de financiamento — FNO, FNE e FCO —, criados para reduzir desigualdades regionais e estimular atividades produtivas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.  No Congresso Nacional, a ampliação da participação das cooperativas nesses instrumentos também tem recebido apoio de parlamentares. Um exemplo é o PL 5.187/2019. Relatora da proposta durante a sua apreciação na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado Federal, a então senadora Margareth Buzetti (MT)  defende que a ampliação dos agentes financeiros pode aumentar o alcance dos recursos públicos e beneficiar mais produtores. “Entendemos que quanto mais instituições financeiras puderem trabalhar com os recursos, mais pessoas serão beneficiadas. Por isso, apoiamos o pleito das cooperativas”, declara.  Além do financiamento, o debate sobre crédito rural tem sido associado à regularização ambiental e ao fortalecimento de políticas de desenvolvimento sustentável. Em discurso no Senado, Margareth Buzetti destacou que pequenos produtores encontram dificuldades para acessar políticas públicas por questões relacionadas à regularização fundiária e ambiental. “Sem o CAR, não há crédito, não há acesso a políticas públicas, não há apoio técnico”, afirmou. Para Buzetti, permitir que o produtor se regularize significa ampliar o acesso ao Pronaf, ao Plano ABC+ e a linhas de crédito voltadas à produção sustentável.   Na avaliação de Tania Zanella, o cooperativismo é hoje um dos principais instrumentos de inclusão produtiva no meio rural por reunir assistência técnica, acesso a mercados, inovação e financiamento em uma mesma estrutura. “É por meio dele que pequenos e médios produtores têm acesso a insumos, tecnologias de ponta, mercados internos e externos, assistência técnica e crédito rural em condições competitivas”, conclui.    Saiba Mais: Sistema OCB participa de missão sobre seguros e clima no Reino Unido Cooperativismo inspira jovens do agro durante PEC Brasil 2026 no Ceará Sem internet, campo perde oportunidades; cooperativas viram solução
Cooperativas de crédito ganham espaço no financiamento rural
Notícias representação
23/06/2026

Clima extremo amplia pressão por crédito e seguro rural

Ampliação da proteção aos produtores ganham espaço no debate sobre políticas públicas para o agro  Secas prolongadas, geadas, enchentes e perdas de safra cada vez mais frequentes têm ampliado a pressão sobre o campo brasileiro, colocando o crédito e o seguro rural no centro das discussões sobre o futuro do agro. Em meio ao avanço dos eventos climáticos extremos, cooperativas e produtores defendem o fortalecimento das políticas públicas voltadas à gestão de riscos, ao financiamento da produção e à ampliação da cobertura securitária no país.  A preocupação ganhou ainda mais força nos últimos anos diante do aumento das perdas provocadas pelo clima e da baixa cobertura do seguro rural no Brasil. “Em muitas regiões, produtores seguem expostos a prejuízos severos sem acesso a instrumentos adequados de proteção financeira, o que compromete não apenas a continuidade da produção, mas também a renda das famílias e a economia de municípios fortemente dependentes do agro”, explica João Prieto, gerente Técnico e Econômico do Sistema OCB.  Nesse cenário, segundo ele, as cooperativas agropecuárias têm papel estratégico. “Presentes em diferentes etapas da cadeia produtiva, elas oferecem assistência técnica, apoio à comercialização, organização da produção e acesso ao crédito para milhares de produtores rurais, especialmente pequenos e médios cooperados. Além disso, as cooperativas também atuam como estruturas de proteção econômica e social em momentos de crise, ajudando produtores a enfrentar perdas e manter a atividade produtiva mesmo em cenários adversos”.                                              Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados Para o deputado federal e coordenador de Infraestrutura da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), Tião Medeiros (PR), o fortalecimento das políticas de seguro rural é fundamental para garantir mais segurança ao campo brasileiro. “A agricultura brasileira tem enfrentado momentos extremamente difíceis nos últimos anos, principalmente em razão dos eventos climáticos adversos e das frustrações de safra. A baixa cobertura do seguro rural no Brasil agrava ainda mais essa situação, deixando muitos produtores desamparados e à mercê da sorte, expostos a perdas causadas por secas, geadas, enchentes e outros fenômenos climáticos, que podem até levar produtores rurais à falência”, afirmou.  Para o parlamentar, ampliar o acesso às ferramentas de proteção é essencial para garantir estabilidade ao setor produtivo. “Projetos voltados ao fortalecimento do seguro rural são fundamentais para garantir mais segurança ao homem e à mulher do campo, ao ampliar o acesso à proteção securitária e permitir que o produtor possa trabalhar com mais tranquilidade, sem produzir com a corda no pescoço. Fortalecer o agro é garantir segurança para quem produz, gera empregos e sustenta a economia do nosso país”, complementa.  Entre as propostas em debate no Congresso Nacional, o projeto de autoria da senadora e vice presidente da Frencoop pelo Senado, Tereza Cristina (MS), busca modernizar a política nacional de seguro rural, ampliar as fontes de financiamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e viabilizar avanços na regulamentação do Fundo de Catástrofe. “O crédito é fundamental para garantir investimento, produção e desenvolvimento econômico no campo. Mas, diante do aumento dos riscos climáticos, o seguro rural também passa a ser uma ferramenta indispensável para dar previsibilidade e segurança aos produtores e às cooperativas”, ressalta João Prieto.  Ainda de acordo com ele, fortalecer esses mecanismos significa proteger toda a cadeia produtiva. “As cooperativas atuam diretamente no suporte aos produtores, especialmente em momentos de dificuldade. Por isso, ampliar o acesso ao crédito e modernizar os instrumentos de gestão de risco rural é uma medida essencial para garantir competitividade, continuidade produtiva e estabilidade econômica no agro brasileiro”, completa.     Saiba Mais: Sistema OCB destaca força do coop em evento dos 74 anos do BNDES Prêmio Melhores do Ano entra na reta final de inscrições para coops Segurança jurídica é chave na implementação da Reforma Tributária
Clima extremo amplia pressão por crédito e seguro rural
Notícias representação
28/05/2026

CAE aprova projeto para renegociação de dívidas no campo

Proposta cria linha especial de financiamento para produtores afetados por crises climáticas  A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (27), o Projeto de Lei 5.122/2023, que cria uma linha especial de financiamento destinada à renegociação de dívidas de produtores rurais impactados por eventos climáticos extremos e outras adversidades econômicas. A proposta é considerada uma das principais iniciativas em discussão no Congresso Nacional para enfrentar o crescente endividamento no campo.                                               Foto: Edilson Rodrigues/Agência SenadoA matéria foi aprovada nos termos do parecer favorável apresentado pelo senador Renan Calheiros (AL), presidente da comissão, com inclusão de emendas. Segundo o parlamentar, apesar das negociações realizadas ao longo dos últimos meses, ainda não houve consenso definitivo com o governo federal sobre os termos da proposta. O texto prevê a utilização de recursos do Fundo Social e de outros fundos supervisionados pelo Ministério da Fazenda, além de fontes adicionais que poderão ser definidas posteriormente pelo Poder Executivo.   O Sistema OCB acompanha de perto a tramitação do projeto e participa das articulações em defesa de soluções estruturantes para o problema do endividamento rural, tema que vem afetando produtores em diferentes regiões do país diante de sucessivos episódios de seca, enchentes, perdas de safra e oscilações econômicas.  A expectativa inicial era de que o projeto fosse apreciado pelo Plenário do Senado ainda nesta quarta-feira, em regime de urgência. No entanto, poucas horas após a aprovação na CAE, o presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre, anunciou que o projeto não entraria na pauta. Segundo ele, a decisão busca permitir a continuidade das negociações entre o governo e os senadores para construção de um acordo em torno da matéria.  Durante a discussão da proposta, a senadora Tereza Cristina (MS), vice-presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), teve atuação destacada na defesa dos pleitos relacionados ao cooperativismo agropecuário e de crédito. A parlamentar tem conduzido diálogos com representantes do setor produtivo, parlamentares e integrantes do governo federal em busca de uma solução viável para os produtores rurais.  Para a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o avanço da proposta na comissão representa um avanço importante nas discussões sobre o tema. “A construção de soluções para o endividamento rural exige diálogo, segurança jurídica e instrumentos financeiros adequados à realidade do campo. Milhares de produtores cooperados vêm sendo impactados por eventos climáticos extremos e precisam de condições para reorganizar sua atividade produtiva”, destacou.  Além de buscar a garantia de condições para reorganização financeira dos produtores afetados, a proposta também visa preservar a capacidade de investimento, produção e geração de renda no campo. “O cooperativismo seguirá atuando ao lado do Congresso Nacional e dos demais atores envolvidos na busca de soluções que preservem a produção, a renda e o desenvolvimento das comunidades rurais. O campo precisa de previsibilidade e condições adequadas para continuar produzindo”, complementou Tania.   Saiba Mais: Seguro rural avança e fortalece gestão de riscos no campo Cooperativismo entra nas propostas dos municípios aos presidenciáveis Reunião com INSS trata de segurado especial em coops
CAE aprova projeto para renegociação de dívidas no campo
Notícias eventos
05/03/2026

Sistema OCB debate cooperação agrícola com diretor-geral do IICA

Encontro tratou de inovação tecnológica, sustentabilidade e agenda agro  A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, se reuniu nesta quinta-feira (05), com o diretor-geral do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Muhammad Ibrahim, para discutir oportunidades de cooperação técnica e temas estratégicos para o desenvolvimento do agro nas Américas.  Durante a reunião, os representantes conversaram sobre prioridades para a agenda agrícola regional e possíveis frentes de colaboração entre o IICA e o cooperativismo brasileiro. Entre os temas discutidos estiveram inovação tecnológica no campo, sustentabilidade, fortalecimento das cadeias produtivas e o papel das cooperativas no desenvolvimento rural.  Muhammad Ibrahim assumiu a direção-geral do IICA em janeiro deste ano, com mandato previsto até 2030. Agrônomo da República Cooperativa da Guiana, ele lidera a elaboração do Plano de Médio Prazo (PMP) 2026–2030, documento que orientará as ações de cooperação técnica da instituição nos próximos anos.  O plano tem sido construído com participação dos países membros e deverá estabelecer prioridades em áreas como comércio internacional, integração regional, saúde agrícola, segurança alimentar, ciência, tecnologia e sustentabilidade dos recursos naturais. A proposta também considera as diferentes realidades produtivas e socioeconômicas das regiões das Américas.  Na avaliação de Tania, o cooperativismo tem contribuição relevante para o desenvolvimento sustentável do agro e para a geração de oportunidades no campo. “O Brasil conta atualmente com cerca de 1.200 cooperativas agropecuárias, responsáveis por grande parcela da produção agrícola nacional e por fortalecer a organização produtiva de milhares de produtores rurais”, afirmou.  O encontro também abriu espaço para discutir a troca de experiências e a ampliação de parcerias voltadas à inovação e à disseminação de boas práticas no setor agropecuário. “O cooperativismo tem um papel relevante na construção de sistemas agroalimentares mais sustentáveis e inovadores. O diálogo com o IICA abre oportunidades para ampliar parcerias e compartilhar experiências que fortalecem o agro nas Américas”, acrescentou Tania.    Saiba Mais:  Setor produtivo se une por transição responsável da jornada de trabalho  Sistema OCB participa da II Conferência Nacional do Trabalho  Brasil e China avançam em plataforma de cadeias verdes 
Sistema OCB debate cooperação agrícola com diretor-geral do IICA
Notícias eventos
05/02/2026

Crédito para coop da agricultura familiar é tema de reunião com MDA e BB

Encontro tratou de acesso ao financiamento, capacitação e aperfeiçoamento do crédito rural  Nesta quarta-feira (4), o Sistema OCB se reuniu com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e o Banco do Brasil (BB) para debater temas relacionados ao crédito, com foco no fortalecimento do acesso das cooperativas da agricultura familiar às linhas de financiamento. O encontro faz parte da agenda de diálogo institucional voltada à construção de soluções que ampliem a inclusão produtiva e a segurança alimentar no país.  A reunião contou com a presença da secretária de Abastecimento, Cooperativismo e Soberania Alimentar do MDA, Ana Terra Reis, e do vice-presidente de Agronegócio e Agricultura Familiar do Banco do Brasil, Gilson Bittencourt. Pelo Sistema OCB, participaram a presidente executiva, Tania Zanella, a gerente geral, Clara Maffia, e o gerente Técnico e Econômico, João Prieto.  Durante a agenda, foram discutidas as condições de acesso ao crédito por parte das cooperativas da agricultura familiar, bem como a importância da capacitação desse público, considerado estratégico para a produção de alimentos no Brasil. Atualmente, a agricultura familiar representa 71,2% do quadro social das cooperativas agropecuárias brasileiras.  Para Tania, o fortalecimento do crédito é um passo essencial para ampliar a capacidade produtiva da agricultura familiar e garantir maior estabilidade aos produtores. “As cooperativas têm papel estratégico na eficiência da uttilização e capilaridade de recursos ao setor rural , principalmente por oferecerem assistência técnica e promoverem organização produtiva. Quando fortalecemos essas estruturas, contribuímos diretamente para a segurança alimentar do país e para o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais”, afirmou.  O Sistema OCB também destacou o papel das cooperativas como aliadas das políticas públicas voltadas ao setor, com destaque na orientação aos produtores e na promoção da gestão eficiente das atividades produtivas. “O cooperativismo transforma a realidade da agricultura familiar ao gerar escala, competitividade e melhores condições de comercialização para todos os perfis de agricultores. Nosso compromisso é seguir atuando em diálogo com o poder público e as instituições financeiras para aprimorar instrumentos que atendam às necessidades do campo”, acrescentou Tania.    Saiba Mais:  Monitor da Reforma Tributária é lançado com apoio de Frentes Parlamentares   Tania Zanella destaca força do coop financeiro em evento do Sicoob   Congresso Nacional abre trabalhos de 2026  
 Crédito para coop da agricultura familiar é tema de reunião com MDA e BB
Notícias representação
14/04/2025

Sistema OCB e Embrapa articulam protagonismo do agro na COP30

 O objetivo é destacar o papel das cooperativas para a tecnologia e sustentabilidade no campo    Tania Zanella e Silvia MassruháA superintendente do Sistema OCB, Tania Zanella, e a gerente-geral, Fabíola Nader Motta, se reuniram, nesta segunda-feira (14), com a presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Silvia Massruhá, para alinhar estratégias conjuntas voltadas ao agro e à agenda climática, com foco especial na participação do cooperativismo no Espaço AgriBR na COP30, que será realizada em novembro deste ano, em Belém, no Pará. O assessor da Diretoria de Inovação, Negócios e Transferência de Tecnologia, Daniel Trento, também participou do encontro. A articulação entre as duas entidades é parte de um esforço estratégico para posicionar o Brasil como referência mundial em soluções sustentáveis para o agro. “Temos um modelo de produção que precisa ser reconhecido. E, ao lado da Embrapa, temos ainda mais força para mostrar que ciência e cooperação são pilares de uma agropecuária mais verde, justa e eficiente”, disse Tania. O encontro reforçou a importância da colaboração entre a ciência e o cooperativismo para fortalecer o protagonismo das cooperativas agro e da agropecuária brasileira no debate internacional sobre sustentabilidade e segurança alimentar. De acordo com o Anuário do Cooperativismo 2024, são 1,1 mil cooperativas agropecuárias, que reúnem mais de 1 milhão de cooperados e geraram receita de R$ 423,2 bilhões em 2023, com ativos totais de R$ 274,2 bilhões. A Embrapa é orientada pela inovação que se concentra na geração de conhecimento e tecnologia para a agricultura brasileira. Sob a direção do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), foi criada para desenvolver a base tecnológica de um modelo genuinamente tropical de agricultura e pecuária. A iniciativa foi encarregada de proporcionar ao Brasil segurança alimentar e uma posição de liderança no mercado internacional de alimentos, fibras e energia. Durante a reunião, o Sistema OCB destacou que o modelo cooperativista está diretamente alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e que a participação na COP30 será uma oportunidade para evidenciar, com base técnica e científica, a contribuição real e concreta das cooperativas para um futuro mais sustentável. Para Fabíola, a parceria com a Embrapa é vista como uma maneira de qualificar o discurso do movimento e ampliar o reconhecimento internacional da agropecuária brasileira baseada em ciência, inovação e cooperação. “Essa é uma parceria entre quem produz e quem pesquisa, com o objetivo de mostrar ao mundo que o agro brasileiro, especialmente o cooperativista, é sustentável, competitivo e comprometido com a sustentabilidade e a agenda climática”, disse.    Saiba Mais: ICAO debate inovação e intercooperação no Ramo Agro Sanção da Lei do Mercado de Carbono incentiva cooperativas do agro Descarbonização mobiliza cooperativas em iniciativa inédita
Sistema OCB e Embrapa articulam protagonismo do agro na COP30
Notícias eventos
30/01/2025

Congresso Alasa 2025: inscrições abertas

Evento será realizado em Brasília e vai reunir cooperativas, segurados e especialistas do setor O maior evento da América Latina dedicado ao setor de seguros agrícolas, está com inscrições abertas. O Congresso Alasa 2025, promovido pela Associação Latino-americana para o Desenvolvimento do Seguro Agropecuário, irá acontecer entre os dias 7 e 10 de abril, em Brasília, e reunirá seguradoras, resseguradoras, cooperativas agropecuárias, instituições financeiras, órgãos governamentais e especialistas de renome mundial. Será um momento voltado para debates sobre os desafios e oportunidades para o desenvolvimento do tema central Inovação, sustentabilidade e cooperação para um futuro resiliente, bem como para discussões sobre gestão de riscos climáticos, sustentabilidade, inovação em seguros agrícolas e estratégias de resiliência para o setor. O congresso irá promover palestras magnas com especialistas internacionais, sobre as tendências globais e soluções inovadoras para esse mercado. Cases de sucesso serão apresentados com o objetivo de destacar experiências inovadoras e modelos eficientes de seguro rural e sustentabilidade. Também haverá um espaço exclusivo de networking, que pretende conectar líderes e profissionais do setor para realização de parcerias estratégicas e troca de conhecimentos. Essa será uma oportunidade para conhecer as melhores práticas e inovações voltadas à proteção da produção agrícola diante dos desafios da atualidade no âmbito ambiental e econômico. O link para inscrição no evento já está aberto. Em caso de dúvidas, entre em contato pelo e-mail congreso2025@alasa-web.org   Saiba Mais: Sistema OCB destaca papel do Seguro Rural em audiência no Senado Sistema OCB destaca importância do coop no agronegócio mundial Sistema OCB participa de encontro sobre agricultura sustentável
Congresso Alasa 2025: inscrições abertas
Notícias representação
11/12/2024

Regulamentação da Inteligência Artificial é aprovada no Senado

Sistema OCB defende uso ético e responsável da tecnologia, com valorização do trabalho humano  O Plenário do Senado Federal aprovou nesta terça-feira (10) o relatório do senador Eduardo Gomes (TO), membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), para regulamentação da inteligência artificial (IA) no Brasil. O texto, baseado no Projeto de Lei (PL) 2.338/2023, do senador e presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (MG), estabelece uma série de normas para o desenvolvimento e uso de sistemas de IA no país. Inserida da Agenda Institucional do Cooperativismo, a proposta segue agora para análise na Câmara dos Deputados. O Sistema OCB acompanhou as discussões sobre o projeto, uma vez que a tecnologia tem impacto significativo sobre as cooperativas do país. Segundo o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, o uso da Inteligência Artificial será determinante para o futuro das cooperativas, especialmente nos segmentos de saúde, crédito e agropecuário. “Por isso, é fundamental que este marco legal respeite os princípios éticos, promova a valorização do trabalho humano e considere os benefícios tecnológicos inerentes às necessidades de modernização e inovação dos mais diversos processos vivenciados pela sociedade”, acrescentou.  O projeto cria diretrizes para o uso responsável da tecnologia, considerando seu impacto nos direitos fundamentais e na vida humana. Entre as principais medidas, destaca-se a classificação dos sistemas de Inteligência Artificial em três diferentes níveis: risco excessivo, que será proibido por ameaçar direitos fundamentais, como as deepfakes; risco alto, que estará sujeito a fiscalização rigorosa, e risco baixo ou geral, para aplicações menos arriscadas, como corretores ortográficos e filtros de mensagens. Considerados polêmicos, os algoritmos das redes sociais foram excluídos da lista de sistema considerados de alto risco.  O texto aprovado também prevê a criação de uma agência reguladora pelo governo federal, responsável por fiscalizar a aplicação das normas estabelecidas. O Ministério da Fazenda será encarregado do licenciamento e monitoramento da exploração da Inteligência Artificial no país. Essa estrutura regulatória foi considerada pelos parlamentares como um passo essencial para garantir que o desenvolvimento da Inteligência Artificial ocorra de maneira ética e segura, protegendo os direitos dos cidadãos e promovendo a inovação responsável.  O presidente da comissão temporária que analisou o tema na Casa, senador Carlos Viana (MG), enalteceu o esforço para alcançar um consenso sobre o tema, que recebeu mais de 200 emendas, muitas delas incorporadas total ou parcialmente ao texto. “Nenhuma lei terá validade sem consenso da sociedade e legitimidade junto aos representantes no Congresso. É uma matéria em constante evolução, e nosso desafio foi encontrar um ponto de equilíbrio”, declarou. Senador Eduardo GomesJá o relator, senador Eduardo Gomes, reforçou que a proposta é apenas o início do debate sobre Inteligência Artificial no Brasil. “Outras legislações pertinentes à realidade do mundo digital ainda precisam ser desenvolvidas para equilibrar o avanço tecnológico e os direitos individuais”, afirmou.   Saiba Mais: O coop ligado nas principais tendências tecnológicas para 2024 Telecom por cooperativas avança no Senado Coop de crédito mantém presença no conselho de administração do open finance 
Regulamentação da Inteligência Artificial é aprovada no Senado
Notícias saber cooperar
11/07/2024

Cooperativismo e ESG

Qual é a relação entre cooperativas e bioeconomia? A onda verde chegou com força ao setor econômico. A chamada bioeconomia está em alta, mas você saber o que ela propõe, na prática?
Cooperativismo e ESG
Notícias saber cooperar
11/07/2024

A relação entre Cooperativas e Bioeconomia

Qual é a relação entre cooperativas e bioeconomia? A onda verde chegou com força ao setor econômico. A chamada bioeconomia está em alta, mas você saber o que ela propõe, na prática?
A relação entre Cooperativas e Bioeconomia
Notícias representação
14/05/2024

15º CBC é certificado com neutralidade em carbono

Créditos serão revertidos para projeto de conservação na floresta amazônica   Uma empresa é carbono neutro quando compensa as emissões de gases de efeito estufa associadas às suas operações.Os dias 14 a 16 de maio prometem ser um marco para os movimentos cooperativistas, uma vez que líderes, especialistas e cooperados estarão reunidos no 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC), maior evento do movimento no mundo. Além de definir as diretrizes estratégicas que vão guiar as ações do modelo de negócios no ciclo 2025-2030, o evento deste ano também se destaca por seu compromisso com a sustentabilidade e a preservação ambiental, com a certificação como neutro em carbono. O selo atesta que as emissões, que totalizaram 721 toneladas de CO2 foram efetivamente neutralizadas por meio do financiamento de um projeto de conservação na floresta amazônica brasileira. Os créditos serão revertidos para o Projeto REDD+ Rio Preto Jacundá, que busca promover impactos sociais e ambientais positivos na região, através da geração e comercialização de créditos de carbono. A renda proveniente do processo é reinvestida na comunidade, financiando projetos que incluem a construção de infraestrutura comunitária, acesso à educação e cultura, e cuidados de saúde essenciais por meio de visitas de médicos. Além do compromisso com a neutralidade das emissões de carbono, o CBC contará com uma ativação que visa aumentar a conscientização sobre a importância da mitigação dos gases de efeito estufa. Trata-se de uma plataforma interativa de cálculo de emissões que estará disponível no local, permitindo que os participantes avaliem, individualmente, sua pegada de carbono. A iniciativa busca capacitar os participantes a entenderem e se engajarem ativamente com o conceito de neutralidade de carbono. “Os participantes terão a oportunidade de interagir com esta plataforma e obter insights sobre seus impactos individuais. As emissões calculadas serão acompanhadas por uma mensagem afirmando que as emissões do evento já foram compensadas, juntamente com informações concretas sobre o Projeto REDD+ Rio Preto Jacundá”, explica Alex Macedo, coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB. Alex lembra também que o cooperativismo se preocupa e busca a neutralidade de carbono no exercício de suas atividades constantemente."Com essa iniciativa, o CBC demonstra o compromisso do movimento com a responsabilidade ambiental e o bem-estar de toda a sociedade, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas e com a conscientização ambiental”, completa.    Certificação A certificação obtida para o evento exige a quantificação das emissões de gases de efeito estufa (GEE) geradas, desde a organização até a desmontagem. As emissões que não podem ser totalmente eliminadas são neutralizadas por meio do investimento em projetos de compensação de carbono, como é o caso do projeto REDD+ Rio Preto Jacundá.   A prática de neutralizar as emissões por meio da compra de créditos é reconhecida internacionalmente como um esforço significativo para reduzir a pegada de carbono de uma empresa. Quando uma empresa é carbono neutro, significa que ela compensa as emissões de gases de efeito estufa associadas às suas operações. Saiba Mais: Cooperacre é referência na promoção de economia de baixo carbono GT Ambiental discute neutralidade de carbono  Câmara aprova programa de aceleração da transição energética 
15º CBC é certificado com neutralidade em carbono
Notícias representação
12/04/2024

Parceria estratégica busca fortalecer cadeia de lácteos

Sistema OCB se reúne com Conselho dos Exportadores dos Estados Unidos    A Casa do Cooperativismo recebeu, na quarta-feria (10), representantes do Conselho dos Exportadores de Lácteos dos EUA (Usdec), organização independente e sem fins lucrativos, que representa os interesses comerciais da cadeia produtiva dos Estados Unidos. A missão do colegiado é aumentar a demanda por produtos lácteos norte-americanos. O encontro ocorreu por meio da BMJ Consultoria, da qual o USDEC é cliente. A reunião faz parte de uma estratégia de fortalecimento das relações comerciais com a cadeia produtiva do leite e derivados brasileira. Os representantes foram recebidos pelo presidente Márcio Lopes de Freitas, e pelo coordenador da Câmara do Leite do Sistema OCB, Vicente Nogueira Neto. Pelo conselho participaram o vice-presidente executivo de Desenvolvimento de Políticas e Estratégia, Jaime Castaneda; e a diretora do Usdec na Amérida do Sul, Clarice Nagata. Já pela BMJ Consultoria estiveram presentes Leandro Barcelos, gerente de Comércio Internacional, e Ana Beatriz Zanuni, consultora de Comércio Internacional. Reunião buscou fortalecimento das relações comerciais com a cadeia produtiva do leite e derivados brasileiraO assunto central do encontro foi a importância de fortalecer a defesa do setor e promover o consumo de lácteos. De acordo com os presentes, essa defesa demanda uma comunicação mais assertiva e eficaz com o consumidor, buscando destacar a relevância sócio-econômica da cadeia produtiva de leite para todo o mundo. A estratégia proposta será construída para demonstrar a modernização sustentável do setor, alinhada com as boas práticas agropecuárias e de bem-estar animal, assim como conhecer e entender melhor os anseios dos consumidores. Em outras palavras, aproximar o público urbano do meio rural de forma transparente e construtiva. Márcio Freitas apresentou o tamanho do cooperativismo no Brasil e sua importância para a economia e a sociedade do país, bem como a importância do movimento para o crescimento da agropecuária, a partir da atuação das cooperativas. Também foi demonstrada a forte relação com o desenvolvimento da cadeia produtiva do leite e derivados. O presidente salientou ainda, o papel fundamental do Sistema OCB na representação institucional das cooperativas junto aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, especialmente pro meio da atuação da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), na defesa dos interesses do cooperativismo e do desenvolvimento brasileiro. Ao final, os representantes do Usdec agradeceram a recepção e o alinhamento com a defesa do setor produtivo e promoção dos lácteos. Novos encontros ficaram de ser marcados para aprofundamento do tema e construção de propostas. Saiba Mais: Câmara do Leite discute desafios e oportunidades do setor Sistema OCB lidera mobilização por decreto para lácteos Produtores de leite pedem o fim da importação de produtos lácteos 
Parceria estratégica busca fortalecer cadeia de lácteos
Notícias representação
07/02/2024

Sistema OCB apresenta pleitos do coop agro ao ministro Carlos Fávaro

Documento foi entregue durante visita a feira Show Rural, no Paraná   Ministro Carlos Fávaro recebe documento com demandas do cooperativismo agropecuárioO Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, recebeu, nesta quarta-feira (7), durante visita à 36ª edição da feira Show Rural Coopavel, em Cascavel, região Oeste do Paraná, documento com as demandas atuais do cooperativismo agropecuário em relação a pasta. Ao lado do secretário de Política Agrícola da Pasta, Neri Geller, Fávaro ressaltou a importância do cooperativismo e se comprometeu a avaliar as demandas com o cuidado e atenção merecidas.  Os pleitos apresentados tratam do Plano Safra 2024/25, da prorrogação de dívidas de custeio e investimento, e da gestão de riscos da atividade agropecuária. Assinado pelo presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, sobre o primeiro ponto, o documento pede a manutenção da atual arquitetura do crédito rural oficial, o aumento do volume de recursos, a redução das taxas de juros e a elevação dos limites de contratação por tomador, de acordo com a realidade da atividade são prioridades do cooperativismo agropecuário e dos produtores rurais cooperados. “A adequada estruturação desses eixos é ainda mais relevante em um momento em que a produção agropecuária nacional passa por queda de preços, aumento de custos de produção e redução de margens, tornando o adequado suporte financeiro essencial para que as cooperativas possam continuar atendendo seus cooperados e agregando valor à sua produção”, explica o presidente Márcio. Ainda segundo ele, as especificidades dos pleitos cooperativista ao Plano Safra 2024/25 serão encaminhadas e formalizadas ao ministério por meio de um novo documento denominado Propostas do Sistema Cooperativista ao Plano Safra 2024/25.  A prorrogação dos contratos vigentes de custeio e investimento também é apontada como primordial para o Ramo Agropecuário. “Dado o contexto de perdas e achatamento de margens, causados essencialmente pelas adversidades climáticas consecutivas e volatilidade de mercado, reforçamos a necessidade de fomento aos produtores rurais cooperados e suas cooperativas”, afirma o presidente.  Ainda segundo ele, o adequado funcionamento e acesso aos mecanismos de gestão de riscos rurais também são essenciais para o enfrentamento das adversidades climáticas que têm impactado a produção agropecuária nacional. Por isso, o documento também pede a garantia de recursos suficientes para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR); a adequada operacionalização do seguro; e a previsibilidade orçamentária para o programa. “São pleitos primordiais para que os produtores rurais cooperados e suas cooperativas possam ter previsibilidade e segurança em seus planejamentos de longo prazo”. Show Rural Considerada uma das mais importantes feiras voltadas à divulgação de tecnologias agrícolas no país, a Show Rural Coopavel abre, anualmente, o calendário de difusão de conhecimento agropecuário no país e tem repercussão internacional. Este ano, a feira teve início nesta segunda-feira (5) e segue até sexta-feira (9).  O evento é realizado conta com a parceria com o Sistema OCB/Ocepar, que está presente por meio do estande Paraná Cooperativo, e conta com mais de 600 expositores dos mais diferentes setores da cadeia do agronegócio, em uma área de 720 mil metros quadrados. Em 2023, a feira recebeu mais de 380mil visitantes e registrou R$ 5 bilhões em volume de negócios. Saiba Mais:  Demandas para a agricultura familiar são entregues durante a Show Rural BNDES amplia acesso e moderniza condições dos Procapcred Sistema OCB e Conab discutem estratégias para fortalecer o agro
Sistema OCB apresenta pleitos do coop agro ao ministro Carlos Fávaro
Notícias ESG
11/12/2023

Cooperativas impulsionam Plano ABC+

Exemplos de sucesso foram apresentados pelo Sistema OCB na COP 28. As cooperativas agropecuárias são protagonistas na adoção de práticas que garantem a preservação ambiental e a sustentabilidade da produção rural. Ações voltadas para a baixa emissão de carbono, por exemplo, fazem parte do cotidiano das atividades desenvolvidas há décadas. Em painel promovido  nesta segunda-feira (11) pelo Ministério da Agricultura (Mapa), durante a 28ª Conferência sobre Mudanças Climáticas da ONU, a COP 28, a gerente-geral do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta, apresentou cases de sucesso que demonstram o comprometimento do movimento com uma agricultura mais resiliente, rentável e capaz de mitigar as emissões dos gases de efeito estufa. O tema abordado pelo painel foi Plano ABC+ e seu papel na segurança alimentar. Fabíola lembrou que o Plano ABC+ é primordial para a segurança alimentar e que a transição para uma economia verde exige o envolvimento não só de governos ou organizações, mas das pessoas como um todo. Para ela, o cooperativismo é um caminho importante nesse sentido. “As cooperativas se destacam ao congregar as pessoas e oferecer os conhecimentos e assistência necessária para alcançarmos os objetivos de uma economia verde e sustentável. A força do cooperativismo permite levar as melhores tecnologias aos produtores. Temos nove mil extensionistas no nosso quadro, o que torna o produtor cooperado o mais assistido no Brasil”, ressaltou. A proteção da vegetação nativa, a geração de emprego e renda e a prosperidade impulsionadas pelas cooperativas, inclusive para as comunidades onde estão inseridas, foi salientada por Fabíola como fatores importantes para garantir o desenvolvimento sustentável e as seguranças alimentar, energética e climática. “A busca pela preservação faz parte da natureza do cooperativismo. Temos o prazer de fazer parte dessa iniciativa do Plano ABC+ desde o início da sua implementação, em 2011, e os impactos desse programa são evidentes. Nossos cooperados se tornaram, com certeza, mais produtivos, utilizam as melhores tecnologias e são ainda mais sustentáveis”, acrescentou. Entre as histórias de sucesso, Fabíola citou a Cooperativa Agrícola Água Santa (Coasa), a Cocamar Cooperativa Agroindustrial e a Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (Camta).  Localizada no Rio Grande do Sul, a Coasa adota, desde 1995, a Operação 365, que mantém a cobertura verde no solo todos os dias do ano. As técnicas utilizadas promovem a redução de fertilizantes sintéticos, preservam a umidade da terra e aumentam a qualidade química, física e biológica da produção, garantindo maior estabilidade em todo o processo de plantio e colheita. “Os cooperados da Coasa possuem um mote muito significativo, que permeia todas as suas atividades: o solo é o maior bem de um produtor”, explicou a gerente. A Cocamar, do Paraná, por sua vez, utiliza a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta ILPF) em suas 110 unidades operacionais para garantir a policultura. De acordo com Fabíola, essa tecnologia permite o cultivo de diferentes grãos em uma mesma área, evitando esgotamento do solo e reduzindo a emissão de gases que contribuem para o efeito estufa. “Além disso, ela reduz em cerca de 30% os gastos com energia elétrica, ação fundamental para a transição da economia verde. Até 2030, a Cocamar planeja alcançar 35 milhões de hectares plantados com a tecnologia”. Já a Camta, conforme apresentou a gerente, é referência em sustentabilidade econômica e ambiental a partir do Sistema de Agroflorestal de Tomé-Açú (Safta), no qual as culturas semeadas convivem em harmonia, dividindo terreno umas com os outras e também com a floresta nativa. “Essa tecnologia, desenvolvida exclusivamente pela cooperativa, auxilia na recuperação da biodiversidade porque mantém o solo úmido e fértil, respeita o clima, aumenta a produtividade e reduz em mais de cinco vezes a emissão de gases poluentes. Outros países, como a Bolívia, aprenderam e adotaram a técnica em suas lavouras também. A adoção de matrizes energéticas sustentáveis também foi citada por Fabíola. “A produção de biogás, biogás, biometano e CO² , bem como investimentos em energia solar são algumas das iniciativas adotadas pelas cooperativas brasileiras para a ampliação de projetos de energia renovável”, completou. O painel também contou com a participação de Ratan Lal, professor da Univesidade de Ohio e embaixador da Boa Vontade do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) para o desenvolvimento sustentável. Ratan também é prêmio Nobel da Paz pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) em 2007 e laureado pelo Prêmio Mundial de Alimentação (World Food Prize) em 2020. Para ele, o Brasil é uma força agrícola mundial e um exemplo a ser seguido. “Fico impressionando ao observar a como o país transformou seu mode de produção ainda na década de 1960 e se tornou o maior exportador de alimentos líquidos do globo”, afirmou. O professor elogiou o Plano ABC+ e reafirmou seus benefícios para a redução das emissões de gases de efeito estufa, aprimoramento das práticas agrícolas e o aumento do armazenamento de carbono. “As estratégias adotadas incentivam o crescimento da proteção ambiental, geram renda para a população rural e reduzem o desmatamento nos biomas da Amazônia e Cerrado. O Plano ABC é, portanto, um instrumento efetivo para a promoção de uma agricultura sustentável que adota estratégias reais para a mitigação dos gases de efeito estufa”, acrescentou. Bruno Brasil, diretor do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação do Mapa foi o responsável pela mediação da apresentação. O debate também contou com a participação de Ana Paula Mello, assessora de Sustentabilidade da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Saiba mais sobre a presença do cooperativismo na COP 28 no site Cooperação Ambiental.
Cooperativas impulsionam Plano ABC+
Notícias ESG
09/12/2023

Crescimento sustentável passa pelo cooperativismo

Painel coordenado pelo Sistema OCB na COP 28 reafirma protagonismo do modelo de negócios   O crescimento sustentável passa obrigatoriamente pelo cooperativismo. Essa foi a principal conclusão do painel Cooperativas: aliadas da sustentabilidade ambiental e segurança alimentar, coordenado pelo Sistema OCB, neste sábado (9), no Espaço Brasil da 28ª Conferência sobre Mudanças Climáticas da ONU, a COP 28. As apresentações, mediadas pela superintendente Tania Zanella, destacaram as contribuições das cooperativas para o desenvolvimento socioeconômico e o crescimento inclusivo de comunidades no Brasil, África e Europa, com troca de experiências e detalhamento de cases de sucesso.  “O cooperativismo, para além de socialmente justo, é economicamente viável e ambientalmente correto”, salientou Tania em sua fala. Ela lembrou que a relação de confiança que o modelo de negócios oferece é um dos ativos que melhor pode explicar os impactos positivos e as significativas contribuições geradas nas atividades realizadas. “A solução para as alterações climáticas não está apenas nas mãos dos governos e das organizações, mas também nas mãos das pessoas comuns. Acreditamos que o envolvimento ativo e consciente por meio do cooperativismo é essencial para alcançar a neutralidade de carbono e assim enfrentarmos de forma eficaz e inclusiva esses desafios”, complementou. Laudemir Muller, gerente de Agronegócio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), apresentou dados para exemplificar a importância da valorização da floresta em pé e das soluções proporcionadas pelo cooperativismo. Segundo ele, estudo coordenado pela agência, com 64 produtos compatíveis com a floresta, mostrou que eles representam um mercado de 178 bilhões de dólares, sendo que o Brasil participa em apenas 0,2% desse mercado (300 milhões de dólares).  “Se aumentarmos essa participação de forma proporcional ao tamanho do país, podemos chegar a atingir 1,3% desse mercado, ou seja, 2,3 bilhões de dólares. E não há como fazer isso sem passar pelo cooperativismo”, declarou. Cases Sebastião Nascimento de Aquino, membro do conselho da Cooperativa Central de Comercialização Extrativista no Acre, a Cooperacre, compartilhou as ações da cooperativa que se tornou referência sustentável pela  valorização da floresta amazônica, promoção da bioeconomia e inclusão social de seus cooperados. Responsável pela maior produção de castanha-do-Brasil beneficiada do Brasil, suas atividades abrangem 18 municípios e beneficiam mais de quatro mil famílias, a maioria de pequenos produtores extrativistas. “Nossa atividade preserva 87% das florestas. Somos líder na produção orgânica e livre de toxinas, e investimos em tecnologia e inovação para garantir a qualidade e segurança dos nossos produtos”, relatou. Apesar do sucesso, Aquino destacou desafios que ainda precisam ser superados para que a cooperativa possa aumentar sua contribuição para a melhoria da qualidade de vida de seus cooperados e das comunidades da região onde atua, para a continuidade da preservação ambiental e para a promoção da segurança alimentar. “Precisamos de mais apoio e recursos para financiar as famílias de produtores extrativistas, além de assistência técnica diferenciada para garantirmos uma produção cada vez mais sustentável e eficiente. Outro ponto que consideramos fundamental é o aumento das possibilidades de pagamento pelo diferencial da preservação. Esses recursos precisam realmente chegar nas mãos dos extrativistas”, afirmou.  As inovações sustentáveis e o compromisso ambiental no cenário agropecuário brasileiro da Frimesa foram apresentadas por Marcelo Cerino, superintendente de Logística Integrada da central cooperativa. Considerada uma das maiores marcas de produtos de carne suína e lácteos do país, a Frimesa se destaca por ações na redução do impacto ambiental de suas atividades. “Nosso programa ESG prevê o alcance total de carbono neutro até 2040. Investimos na produção de biogás, biometado e Co2, substituímos o uso de combustíveis fósseis e reduzimos em 33% as emissões de gases do efeito estufa. Somos considerados a segunda organização mais inovador do Brasil e nossos programas também incluem o investimento em energia solar, conservação de florestas e redução do consumo de água potável. Temos 187 projetos de inovação em andamento”, descreveu. As contribuições do cooperativismo de crédito também foram ressaltadas durante o painel. Ênio Meinen,  diretor de Coordenação Sistêmica e Relações Institucionais do Sicoob falou sobre o papel transformador do segmento na construção de um sistema financeiro inclusivo e justo. “Promovemos prosperidade com responsabilidade. Consideramos a sustentabilidade uma questão estratégica e transversal. Apoiamos o empreendedorismo inovador e a economia compartilhada, temas fundamentais para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a paz social, meta maior da Organização das Nações Unidas, a ONU”. Ênio reforçou ainda que as cooperativas de crédito são a maior rede de proximidade  e principais provedoras de crédito dos pequenos negócios no Brasil, com destaque para o financiamento do setor rural, responsável pela segurança alimentar. “Estudos comprovam que, nas localidades onde as cooperativas de crédito estão presentes, há um incremento de 5,6% no PIB, além de um acréscimo de 16% nos estabelecimentos comercias por ano. A inclusão financeira que proporcionamos gerou, entre 2016  e 2021, uma economia de 17,4 bilhões de dólares para aqueles que nos escolheram na busca de recursos para seus negócios”, acrescentou. África e Europa Susane Westhausen, presidente da Aliança Cooperativa Internacional para a Europa, e Sifa Chiyoge, diretora-geral da Aliança Cooperativa Internacional para a África, também participaram do painel e apresentaram relatos sobre como as cooperativas de seus continentes têm atuado em prol da preservação ambiental e sustentabilidade. Para Susane, o cooperativismo tem como um de seus principais diferenciais o fato de combinar coração e cérebro. “Essa característica torna o modelo de negócios mais democrático e a melhor opção quando consideramos que as questões climáticas precisam ser trabalhadas como um todo, com um olhar completo sobre a cadeia de valor”.  Sifa, por sua vez, disse que o cooperativismo faz parte do cotidiano africano desde a sua criação e que a busca pela sustentabilidade se revela em todos os seus ramos de atividade. “O cooperativismo é nossa maneira natural de viver. A capacidade de compartilhamento que ele promove alia produção e preservação. Por isso, ele é o melhor modelo para agregar valor à cadeia produtiva”, relatou. Sifa também detalhou diversos cases desenvolvidos pelas cooperativas africanas nas áreas de reciclagem de resíduos sólidos, reflorestamento, redução de uso de recursos fósseis e reaproveitamento de materiais. Saiba mais sobre a presença do cooperativismo na COP 28 no site Cooperação Ambiental.
Crescimento sustentável passa pelo cooperativismo
Notícias eventos
08/12/2023

Portas Abertas recebe comitiva do Acre

Agenda incluiu visitas estratégicas e palestras   O Sistema OCB recebeu, entre sábado (02) e quinta-feira (07), dirigentes cooperativistas do estado do Acre. A iniciativa faz parte do programa Portas Abertas, que visa estreitar laços entre as cooperativas, as Organizações Estaduais (OCEs) e as atividades desenvolvidas pela unidade nacional. A visita teve como objetivo fortalecer e estruturar o movimento cooperativista acreano e promover a cooperação estratégica que beneficia as organizações participantes, os agricultores familiares e extrativistas do estado. Durante a programação, os dirigentes participaram de visitas estratégicas. A primeira foi às cooperativas de agricultura familiar do Programa Agro+Pop, como a Central Unium e a Coopermista. Além disso, o grupo teve a oportunidade de conhecer a Secretaria Nacional de Economia Popular e Solidária (Senaes), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), onde foram apresentados às políticas públicas e investimentos do governo federal para o setor nos próximos anos. Adauto de Paula, presidente da cooperativa Juruá Alimentos, contou que a parceria com o  Sistema OCB expandiu os horizontes dos cooperados em relação à capacitação, especialização e educação. "Passamos a ter uma atuação mais estratégica na nossa comunidade e junto aos nossos produtores. Melhoramos nossa forma de trabalhar e conseguimos gerar mais resultados", disse. Os visitantes passaram também pelo Congresso Nacional e finalizaram a agenda na Casa do Cooperativismo, sede do Sistema OCB. Fabíola Nader Motta, gerente-geral, apresentou a entidade e falou sobre o papel de defesa e fortalecimento do movimento coop. "Como estamos perto dos Três Poderes, conseguimos representar todas as regiões com uma atuação eficiente para atender e demandar as necessidades encaminhadas por cada cooperativa. Promovemos ações e parcerias que reforçam a representatividade do cooperativismo e consolidam esse modelo econômico e social relevante no cenário brasileiro", explicou. A diretora do Ramo Agricultura Familiar da OCB Acre, Fátima Maria Pedrosa Maciel, destacou que a agenda em Brasília foi uma experiência proveitosa. "Tudo que vimos de ouvimos serve como exemplo para o cooperativismo da nossa região. Aprendemos o que pode ser usado como inovação e como podemos investir nas cooperativas do nosso estado. Nossa realidade é muito diferente e aqui conseguimos ver a dimensão do nosso movimento. Saímos daqui mais motivados", afirmou.  
Portas Abertas recebe comitiva do Acre
1
de
5

Filtrar Notícias

Limpar
Image
SISTEMA OCB © TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.