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title: GestãoCoop | Sistema OCB
description: RepresentaCoop, o eixo de representação política e institucional do cooperativismo
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  A gestão é um dos principais fatores para o fortalecimento e a sustentabilidade das cooperativas, pois permite transformar informações em decisões estratégicas, reduzir riscos e aumentar a eficiência operacional. As soluções apresentadas no eixo Gestão contribuem para a profissionalização por meio de diagnósticos, capacitações, consultorias especializadas e uso de tecnologia, promovendo maior controle dos processos e melhoria contínua do desempenho organizacional.

Ao fortalecer os processos de tomada de decisão e a implementação de melhores práticas operacionais, a gestão passa a atuar como um vetor direto para melhores resultados. A combinação de assessoria técnica, planejamento e acompanhamento de indicadores permite identificar oportunidades de crescimento, corrigir ineficiências e priorizar ações com maior potencial de impacto, contribuindo para o aumento da produtividade, da competitividade e da sustentabilidade das cooperativas.

Iniciativas voltadas à formação de profissionais, desenvolvimento de lideranças e qualificação da gestão ampliam a capacidade das cooperativas de responder aos desafios do mercado com maior agilidade e assertividade. Com processos mais estruturados, informações confiáveis e equipes preparadas, as organizações conseguem otimizar recursos, melhorar a governança e alcançar resultados mais consistentes, gerando valor para cooperados, dirigentes e toda a comunidade envolvida.



















Serviço de orientação para grupos interessados em conhecer ou constituir uma cooperativa que apresenta os valores, os princípios e as características do modelo cooperativista, apoia a avaliação de viabilidade e acompanha o processo de constituição e registro, preparando as pessoas para cooperar de forma consciente e contribuindo para a disseminação da cultura cooperativista.













Capacitação e mentoria para contadores em sociedades cooperativas, e auxílio à elaboração de demonstrações contábeis, contemplando aperfeiçoamento dos controles internos das cooperativas.













Consultoria especializada e customizada para análise completa e pormenorizada das informações econômicas e mercadológicas da cooperativa e suas unidades de negócios, possibilitando o desenvolvimento de ações focadas na redução de riscos e/ou aproveitamento de oportunidades de negócios.













As Boas Práticas reúnem cases e histórias de sucesso de cooperativas de todo o Brasil. Os conteúdos apresentam iniciativas, soluções e aprendizados em áreas como gestão, inovação, negócios, sustentabilidade e impacto social, valorizando experiências que geraram resultados e podem inspirar novas ideias e ações em outras cooperativas.













O EmpregaCoop é uma plataforma que conecta profissionais e cooperativas, utilizando inteligência artificial para aproximar talentos e oportunidades. Integrada ao CapacitaCoop, oferece capacitação gratuita e fortalece a empregabilidade no cooperativismo, promovendo desenvolvimento regional, inclusão produtiva e formação alinhada às demandas do mercado.

















[ ![Autonomia e independência: por que o 4º princípio continua mais atual do que nunca](https://somoscooperativismo.coop.br/images/cooperlad_bahia__098e9ff53c53a5b2.webp)](https://somoscooperativismo.coop.br/noticias-saber-cooperar/autonomia-e-independencia-por-que-o-4-principio-continua-mais-atual-do-que-nunca)

 14/08/2026

 [### Autonomia e independência: por que o 4º princípio continua mais atual do que nunca

 ](https://somoscooperativismo.coop.br/noticias-saber-cooperar/autonomia-e-independencia-por-que-o-4-principio-continua-mais-atual-do-que-nunca) Como conciliar parcerias comerciais, relacionamento com governos e a atuação em um mercado cada vez mais competitivo sem perder a essência cooperativista? A resposta está no 4º Princípio do Cooperativismo: Autonomia e independência. Mais do que garantir a liberdade de gestão das cooperativas, ele assegura que elas possam realizar alianças estratégicas e fortalecer sua atuação sem abrir mão de sua identidade, valores e dos direitos dos cooperados. Segundo o professor Márcio Nunes, coordenador do curso de Gestão de Cooperativas da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), esse princípio permanece tão atual quanto na época em que foi incorporado ao conjunto de diretrizes que orientam o cooperativismo, em 1995, pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI). “O 4º princípio segue cada vez mais relevante porque as cooperativas precisam realizar diversas parcerias institucionais por estarem inseridas em um ambiente competitivo. A autonomia garante que elas realizem alianças com terceiros sem perder a sua identidade, missão, valores e sem interferir na gestão democrática”, detalha. Na prática, isso significa que toda parceria, negociação ou iniciativa que envolva governos, instituições financeiras ou outras organizações deve respeitar a autonomia da cooperativa e preservar o controle democrático exercido pelos cooperados. Qualquer influência externa que comprometa esse princípio, favoreça interesses particulares ou conceda privilégios em detrimento da coletividade enfraquece a essência do modelo cooperativista. Nunes, no entanto, pondera que a independência prevista no 4º princípio não significa isolamento em relação ao poder público. Pelo contrário, ela permite que as cooperativas tenham acesso a políticas públicas e estabeleçam relações institucionais sem comprometer sua autonomia nem a gestão exercida pelos associados. “A autonomia e independência não impedem que os governos reconheçam o valor das cooperativas e apoiem o seu desenvolvimento. Pelo contrário, leis, políticas e regulamentos podem ser criados ou aperfeiçoados no âmbito das cooperativas sem interferir em suas características”. Impacto positivo para os cooperados Esse equilíbrio entre autonomia, parcerias e gestão democrática pode ser observado na prática na Cooperativa de Produção da Agricultura Familiar da Comunidade de Lagoa de Dentro e Região (Cooperlad), no interior da Bahia. A cooperativa mantém uma ampla rede de parcerias com órgãos públicos, instituições financeiras e entidades de apoio para ampliar oportunidades aos cooperados e acessar novos mercados. Ainda assim, todas as decisões estratégicas permanecem sob o controle da cooperativa, sendo deliberadas pela gestão e pelos cooperados, principalmente durante as assembleias, onde cada associado tem voz e direito a voto. “O 4º princípio é extremamente importante porque garante que a Cooperlad preserve sua identidade, atue sempre em benefício dos cooperados e mantenha uma gestão participativa, transparente e comprometida com o desenvolvimento da agricultura familiar”, afirma o presidente da cooperativa, Cristóvão Roma. Os resultados dessa atuação beneficiam cerca de 200 cooperados distribuídos em mais de cinco territórios de identidade da Bahia. Por meio da organização coletiva, da agroindustrialização e do acesso a mercados, produtores rurais de diferentes municípios ampliam suas oportunidades de geração de renda sem abrir mão da participação nas decisões da cooperativa. Assembleias, prestação de contas e diálogo permanente garantem que a gestão seja construída de forma coletiva. “Autonomia, transparência e democracia estão diretamente ligadas. Esses valores fortalecem a confiança, estimulam o envolvimento dos associados e garantem que todos tenham voz dentro da cooperativa”, destaca Roma. Para o presidente, o maior benefício para os cooperados é a segurança de fazer parte de uma organização que representa seus interesses, sem interferências externas. Ao participar das decisões e acompanhar de perto a gestão, cada associado contribui para o fortalecimento da cooperativa e para o desenvolvimento coletivo. “A autonomia permite que a Cooperlad mantenha seus objetivos voltados ao fortalecimento da agricultura familiar, promovendo oportunidades, geração de renda e crescimento para seus cooperados. Essa forma de trabalhar garante mais oportunidades, participação nas decisões, fortalecimento da produção, acesso a mercados e melhoria da qualidade de vida”, resume. Como fortalecer o 4º princípio Na avaliação do professor de Gestão de Cooperativas da UFRB, a autonomia e a independência das cooperativas se fortalecem quando os cooperados exercem, de fato, o controle sobre a organização. Para isso, é indispensável que tenham acesso a informações rápidas, claras e confiáveis, capazes de subsidiar a participação nas decisões e o exercício da gestão democrática. “A transparência e a prestação de contas contribuem para a gestão democrática da cooperativa, pois impulsionam a participação dos cooperados nos espaços de decisão, reduzem conflitos, ampliam a confiança entre os membros e fortalecem a governança da organização”, explica Nunes. Mais do que um princípio de governança, a autonomia e a independência garantem que as cooperativas continuem fiéis ao seu propósito de promover o desenvolvimento econômico e social de forma democrática, sustentável e centrada nas pessoas. Leia as outras matérias da série Princípios do Cooperativismo: Qual o significado de adesão voluntária e livre? Gestão democrática fortalece governança e pertencimento Participação econômica gera ciclo virtuoso de desenvolvimento



 

 

[ ![Dia dos Pais: cooperativismo pode ser transmitido de pai para filho](https://somoscooperativismo.coop.br/images/thumbnails/thumb_eduardo_meyer_sicredi__4a0689f73f7ef99d.webp)](https://somoscooperativismo.coop.br/noticias-saber-cooperar/dia-dos-pais-cooperativismo-pode-ser-transmitido-de-pai-para-filho)

 05/08/2026

####  [ Dia dos Pais: cooperativismo pode ser transmitido de pai para filho ](https://somoscooperativismo.coop.br/noticias-saber-cooperar/dia-dos-pais-cooperativismo-pode-ser-transmitido-de-pai-para-filho) 

 A cooperação se aprende no dia a dia e pode ser passada de pai para filho. Assim como hábitos, valores e tradições familiares, o cooperativismo também é transmitido de geração em geração. Quando pais compartilham com os filhos valores como ajuda mútua, compromisso com a comunidade, responsabilidade socioambiental e participação, ajudam a formar cidadãos mais preparados para construir um futuro baseado no interesse coletivo. O Dia dos Pais, celebrado em 9 de agosto, é uma oportunidade para refletir sobre como o exemplo pode contribuir para manter vivo o legado cooperativista e inspirar as novas gerações a fazer parte do movimento. No caso do publicitário Eduardo Meyer, esse caminho começou a ser trilhado há 11 anos, quando se tornou pai e passou a olhar ainda mais para o futuro e para a importância de ensinar pelo exemplo. Na época, ele abriu uma conta poupança para a filha recém-nascida em uma cooperativa de crédito e logo percebeu que a iniciativa iria além de uma decisão econômica. “A ideia era fazer depósitos periódicos pensando no longo prazo, mas com o tempo percebi que esse investimento representava muito mais do que uma reserva financeira. Ele também se tornou uma oportunidade para falar sobre educação financeira, planejamento e a importância de administrar os recursos com responsabilidade”, lembra. Assessor de Desenvolvimento do Cooperativismo na Sicredi União MS/TO e Oeste da Bahia, Meyer acredita que ensinar sobre dinheiro desde cedo é uma forma de preparar os filhos para tomarem decisões conscientes no futuro. Mais do que acumular recursos, o objetivo é desenvolver valores como disciplina, responsabilidade e visão de longo prazo. Esses ensinamentos também fazem parte da rotina da família em outras situações. Meyer procura transmitir aos filhos princípios como solidariedade, cooperação e cuidado com as pessoas. Por isso, costuma levá-los para participar das ações de voluntariado promovidas pelo Sicredi. Na prática, ele mostra que o cooperativismo é vivido no cotidiano, por meio de atitudes que geram impacto positivo na vida das pessoas. “Essas experiências ajudam a desenvolver a empatia e a compreensão de que todos nós podemos contribuir para tornar a sociedade um lugar melhor. Tento mostrar aos meus filhos que olhar para o próximo com respeito, carinho e disposição para ajudar é tão importante quanto qualquer aprendizado que recebemos dentro da escola”, acrescenta. Segundo Meyer, seu maior legado está não apenas no que ensina aos filhos com palavras, mas principalmente em suas atitudes como pai. “São os exemplos do dia a dia que ajudam a formar cidadãos mais conscientes, responsáveis e comprometidos com a construção de um futuro melhor para todos. Esse é o ensinamento que procuro deixar para os meus filhos, todos os dias”. Ensinando a cooperar A transmissão dos valores cooperativistas também pode ser leve e divertida. Para as crianças, o aprendizado ganha ainda mais significado quando é adaptado à linguagem e aos interesses de cada faixa etária. Com esse objetivo, o Sistema OCB disponibiliza a plataforma Jogar+Aprender, dentro da CapacitaCoop, com jogos, vídeos, cursos e materiais educativos voltados à educação cooperativista de crianças e adolescentes. Gratuita e desenvolvida com recursos pedagógicos e metodologias adequadas a cada fase do desenvolvimento, a plataforma oferece mini jogos, games interativos, biblioteca digital e outros conteúdos organizados para dois públicos: crianças de 6 a 12 anos e jovens de 13 a 17 anos. “Mais do que apresentar conceitos sobre o cooperativismo, a Jogar+Aprender busca despertar, desde cedo, o interesse pela cooperação, pela participação e pelo compromisso com o bem comum. É uma aliada das famílias e educadores na missão de fortalecer a cultura cooperativista e inspirar as novas gerações a manter vivo esse legado”, explica Débora Ingrisano, Gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB.

 

 

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[ ![Por que as cooperativas devem tomar decisões baseadas em dados?](https://somoscooperativismo.coop.br/images/thumbnails/thumb_dados_auroracoop_a9f80b0502b3bf5c.webp)](https://somoscooperativismo.coop.br/noticias-saber-cooperar/por-que-as-cooperativas-devem-tomar-decisoes-baseadas-em-dados)

 31/07/2026

####  [ Por que as cooperativas devem tomar decisões baseadas em dados? ](https://somoscooperativismo.coop.br/noticias-saber-cooperar/por-que-as-cooperativas-devem-tomar-decisoes-baseadas-em-dados) 

 Em um cenário de alta competitividade e mudanças cada vez mais rápidas no mercado, tomar decisões apenas com base na experiência já não basta. Saber onde investir, quando expandir uma operação, como atender melhor aos cooperados ou identificar riscos antes que eles se tornem problemas depende, cada vez mais, da capacidade das cooperativas de transformar dados em informação útil para a gestão. É justamente esse o propósito do Anuário do Cooperativismo Brasileiro, do Sistema OCB, que teve sua edição 2026 lançada no dia 31 de julho. Principal levantamento sobre o setor no país, a publicação mostra que as 4,4 mil cooperativas brasileiras reúnem 29 milhões de cooperados, geram 613,4 mil empregos e movimentam R$ 848,4 bilhões na economia. Mais do que reunir números, o AnuárioCoop oferece base sólida para que dirigentes planejem o futuro de suas cooperativas. “O Anuário é a principal radiografia do cooperativismo brasileiro. Ele reúne informações sobre o desempenho das cooperativas em todo o país e mostra, de forma concreta, qual é o impacto do setor na economia e na sociedade. Para além de apresentar números, o objetivo é oferecer conhecimento para apoiar decisões e mostrar a força do modelo cooperativista”, afirma o coordenador do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, Igor Seixas Miranda Vianna. Segundo ele, o AnuárioCoop deve ser visto como uma ferramenta de gestão. “O dirigente pode usar os dados para comparar o desempenho da sua cooperativa com o setor, identificar tendências, avaliar oportunidades de crescimento e embasar decisões estratégicas. É uma forma de olhar para além da realidade da própria organização e entender o contexto em que ela está inserida”. Vianna destaca que praticamente todas as grandes decisões de uma cooperativa podem ser fortalecidas por dados. “Desde a abertura de uma nova unidade, lançamento de produtos e serviços, definição de investimentos, até ações voltadas à fidelização dos cooperados ou à melhoria da eficiência operacional. Ao permitir comparações entre ramos, regiões e indicadores econômicos, o Anuário ajuda os dirigentes a transformar informações em planejamento e a tomar decisões com menor grau de incerteza”, destaca. Dos dados à estratégia Para o auditor federal de Finanças e Controle da Controladoria-Geral da União (CGU) e professor de Tecnologia da Informação do Gran Faculdades, Vitor Kessler, mais do que reunir informações relevantes para o negócio, o verdadeiro diferencial de usar dados nos negócios está em saber interpretá-los e transformá-los em estratégias. “Uma gestão orientada por dados é aquela em que as decisões são fundamentadas em evidências, e não apenas em opiniões, impressões pessoais ou práticas históricas”, argumenta. “Quando a decisão é baseada apenas na percepção, problemas relevantes podem ser subestimados, recursos podem ser direcionados para áreas de menor impacto e ações aparentemente bem-sucedidas podem ser mantidas sem que exista comprovação de seus resultados”, exemplifica. Segundo Kessler, muitas organizações ainda decidem sem recorrer à análise de dados porque parece a via mais rápida e, muitas vezes, mais confortável. “O gestor já possui experiência no setor, conhece a organização e acredita que consegue reconhecer os problemas sem precisar de uma análise mais estruturada. Além disso, muitas organizações ainda possuem dados dispersos, desatualizados ou armazenados em sistemas que não se comunicam, além de enxergarem indicadores como mecanismos de controle ou fiscalização, e não como instrumentos de aprendizagem e melhoria”, afirma. Outro fator, aponta Kessler, é a falsa impressão de que trabalhar com dados exige tecnologias complexas, equipes numerosas e grandes investimentos. “Na prática, é possível começar com estruturas simples, desde que existam objetivos claros e disciplina na coleta e análise das informações”, explica. “À medida que a maturidade aumenta, a organização pode investir em integração de sistemas, armazenamento de dados, plataformas de BI \[Business Intelligence\], automação e inteligência artificial”. Para as cooperativas que desejam fortalecer a tomada de decisão com base em dados, Kessler recomenda começar pelo problema que precisa ser resolvido, e não pela tecnologia. “Antes de escolher ferramentas, a organização deve definir qual problema precisa resolver e quais dados são necessários para isso. Essas informações precisam ser confiáveis, analisadas em contexto e comparadas com metas ou referências. Mais do que gerar gráficos, a análise deve orientar ações, com responsáveis, prazos e acompanhamento dos resultados”, orienta. Indicadores na rotina Esse movimento de tomada de decisões com base em dados já faz parte da realidade das cooperativas brasileiras. Uma delas é Aurora Coop, de Santa Catarina, que reúne mais de 150 mil famílias cooperadas e atua nas cadeias de carnes suína e de aves, lácteos, pescados e alimentos industrializados, com operações em diversas regiões do país. Na Aurora, dashboards, BI e indicadores fazem parte da rotina dos gestores. “A Aurora vem evoluindo de uma cultura baseada predominantemente na experiência e no conhecimento dos gestores para um modelo em que os dados complementam e qualificam as decisões. Isso ocorre por meio da ampliação das plataformas de Business Intelligence, da democratização do acesso às informações, da governança de dados e da incorporação de indicadores aos fóruns de gestão e acompanhamento estratégico”, afirma a diretora administrativa Marinei Aparecida Zuffo Antunes da Rocha. Segundo Marinei, a principal mudança foi compreender que dados não são apenas um elemento tecnológico, mas um ativo estratégico do negócio. A cooperativa passou a valorizar decisões sustentadas por evidências, estimulando questionamentos, análises e validações antes da tomada de decisão. Atualmente, todos os principais processos da Aurora estão mapeados em ferramentas de BI, e a organização já avança na integração dessas informações com soluções de Inteligência Artificial. Um dos exemplos está na área agropecuária, onde, segundo Marinei, o uso de geoprocessamento, cruzamento de informações sanitárias e análise espacial contribuiu para o planejamento preventivo, gestão de riscos e definição de ações operacionais na cadeia produtiva. Apesar dos avanços tecnológicos, Marinei acredita que o principal fator para uma gestão baseada em dados continua sendo outro. “Se fosse necessário escolher apenas um fator, eu responderia: cultura. A tecnologia tornou-se cada vez mais acessível. Processos podem ser desenhados e redesenhados. Pessoas podem ser treinadas. Porém, sem uma cultura que valorize evidências, transparência, aprendizado contínuo e decisões fundamentadas, os dados não geram valor real”, avalia. “Na Aurora, a transformação ocorre quando liderança, equipes e tecnologia trabalham de forma integrada, mas é a cultura que efetivamente converte informação em ação e ação em resultado. Essa é a base para uma organização verdadeiramente orientada por dados”, finaliza Marinei.

 

 

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[ ![Educação Política fortalece cultura de representação institucional no coop](https://somoscooperativismo.coop.br/images/thumbnails/thumb_captura_de_tela_2026-07-22_162440_ff6d8.webp)](https://somoscooperativismo.coop.br/noticias-saber-cooperar/educacao-politica-fortalece-cultura-de-representacao-institucional-no-coop)

 22/07/2026

####  [ Educação Política fortalece cultura de representação institucional no coop ](https://somoscooperativismo.coop.br/noticias-saber-cooperar/educacao-politica-fortalece-cultura-de-representacao-institucional-no-coop) 

 A política está mais presente no cotidiano das cooperativas do que muita gente imagina. É nos espaços de decisão que são definidas leis, regulamentações e políticas públicas capazes de impulsionar – ou limitar – o desenvolvimento do cooperativismo. Por isso, acompanhar o ambiente político-institucional e participar do diálogo com os tomadores de decisão é uma estratégia essencial para fortalecer o setor e garantir que as especificidades do modelo cooperativo sejam consideradas. Para aprimorar essa atuação, o Sistema OCB criou o Programa de Educação Política, que prepara lideranças cooperativistas para compreender o funcionamento das instituições, qualificar a representação institucional e ampliar a participação do cooperativismo nos debates de interesse do setor. Mais do que incentivar o acompanhamento da agenda pública, o programa busca consolidar uma cultura de atuação apartidária, técnica e permanente, voltada à defesa legítima das pautas cooperativistas. “Nossa intenção é formar cidadãos mais conscientes, lideranças mais preparadas e cooperativas mais capazes de dialogar com os tomadores de decisão. Queremos que o cooperativismo seja reconhecido não apenas por sua relevância econômica e social, mas também por sua capacidade de contribuir para a construção de soluções para os desafios do país”, explica o gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB, Eduardo Queiroz. Esse fortalecimento da representação institucional se traduz em ações concretas. Ao acompanhar a agenda legislativa, dialogar com representantes dos Poderes e construir relacionamentos institucionais, o cooperativismo amplia sua capacidade de atuar de forma estratégica na defesa de seus interesses. Com isso, consegue apresentar propostas fundamentadas, contribuir tecnicamente para a formulação de políticas públicas e levar aos espaços de decisão a experiência de organizações que promovem inclusão produtiva, desenvolvimento regional, geração de renda e o fortalecimento das comunidades. “Quando um dirigente entende como tramita um projeto de lei, quando um cooperado compreende o impacto de uma política pública sobre sua atividade ou quando uma cooperativa consegue apresentar propostas estruturadas para candidatos e gestores públicos, estamos fortalecendo a capacidade de incidência do movimento”, destaca o gerente. Como participar O Programa de Educação Política oferece diferentes ferramentas para as cooperativas aperfeiçoarem sua participação em processos decisórios importantes para as regiões onde estão inseridas. Em todo o país, 25 Organizações Estaduais (OCEs) já aderiram à plataforma. Segundo Queiroz, quanto maior o envolvimento das cooperativas, maior a capacidade do movimento de apresentar suas contribuições para o desenvolvimento do país e defender um ambiente institucional favorável ao seu crescimento. “Cooperativas que investem em educação política fortalecem sua capacidade de relacionamento institucional, desenvolvem lideranças mais preparadas, ampliam sua influência nos debates públicos e conseguem antecipar tendências regulatórias e legislativas que podem impactar seus negócios. Além disso, tornam-se organizações mais conectadas com seus territórios e mais capazes de atuar como agentes de desenvolvimento local”, ressalta. O programa é colocado em prática nos estados com oficinas, seminários, encontros de lideranças, cursos de formação, campanhas de conscientização e atividades voltadas para jovens, mulheres e dirigentes cooperativistas. São ações que destacam a importância da participação cidadã e da representação institucional dentro do coop e vem gerando uma mudança cultural ao longo dos anos. “Percebemos um avanço significativo na capacidade das próprias cooperativas de organizarem suas pautas, construírem agendas regionais e participarem de discussões sobre desenvolvimento local, o que amplia a legitimidade e a influência institucional do movimento”, avalia o gerente. Atuação estratégica O Programa de Educação Política funciona com base em eixos estratégicos. No primeiro, Formação Política e Cidadã, o foco é promover a capacitação sobre democracia, funcionamento das instituições, processo eleitoral, Poder Legislativo, Poder Executivo e participação social. É a base que permite que o sistema cooperativista tenha multiplicadores do programa por todo o país. No eixo Mobilização e Engajamento, o Sistema OCB busca transformar conhecimento em participação. O objetivo é incentivar cooperados, dirigentes e colaboradores a acompanharem os temas de interesse do cooperativismo e a se envolverem nos debates que impactam suas comunidades e seus negócios. O terceiro eixo – Representação Institucional – inclui o cooperativismo no centro da agenda de decisões, por meio do documento Propostas para um Brasil Mais Cooperativo, entregue aos presidenciáveis e demais candidatos em nível federal, estadual e municipal. Por fim, o eixo Comunicação e Conscientização amplia o alcance dessas discussões por meio de campanhas, materiais educativos e plataformas digitais. É nesse contexto que iniciativas como a campanha “Na hora de votar, #PensenoCoop” ganham relevância, aproximando cooperativas e representantes públicos. “É uma formação completa, que vai permitir à cooperativa entender como funciona todo o processo de participação política e como usá-la a seu favor. Em 2026, ano de eleições gerais, essa decisão é ainda mais importante no sentido de qualificar o relacionamento institucional das cooperativas com candidatos, parlamentares e gestores públicos”, destaca Eduardo Queiroz. Educação política na prática No Sistema OCB/ES, 100% dos parlamentares eleitos em âmbito estadual já firmaram um compromisso com o cooperativismo. A adesão é resultado de um trabalho consistente de representação institucional do coop capixaba. O assessor de Relações Institucionais do Sistema OCB/ES, David Duarte Ribeiro, explica que, com a ajuda do Programa de Educação Política, os atores políticos compreenderam que o cooperativismo possui uma atuação apartidária, com foco em fortalecer as cooperativas e ampliar a contribuição delas para o desenvolvimento do estado. Participante do programa desde 2023, a OCE já vem colhendo resultados significativos, como a aprovação de leis de reconhecimento e incentivo ao cooperativismo em 22 municípios capixabas. Os avanços refletem um esforço que também mobiliza quem atua na ponta. Cooperativas como a Coopram, de agricultura familiar, e a Coopersules, de transporte, passaram a dedicar painéis exclusivos ao Programa de Educação Política em seus eventos internos. “Nesses espaços, os multiplicadores apresentam a iniciativa, debatem a importância do envolvimento institucional e mostram como as decisões políticas impactam diretamente o dia a dia da cooperativa”, conta Ribeiro. Para ampliar esse alcance, o Sistema OCB/ES aposta em duas frentes complementares. A primeira é a capacitação dos multiplicadores, por meio da trilha de aprendizagem Cooperativismo e Relações Governamentais, na plataforma CapacitaCoop, garantindo que eles tenham domínio dos temas abordados. A segunda consiste em comunicar o tema de forma simples e próxima do público. “Encaminhamos materiais dinâmicos, como cartilhas digitais e pílulas de informação via WhatsApp, além de promovermos reuniões de comitês educativos. O foco é desmistificar a política, mostrando que a educação política não é sinônimo de partidarismo, mas sim um mecanismo para atuarmos em defesa do modelo de negócios cooperativo”, afirma o assessor. Construção permanente O Paraná foi o estado pioneiro na implementação do Programa de Educação Política do Sistema OCB, ainda na fase piloto, em 2018. Adaptada à realidade local, a iniciativa alcançou mais de 1 milhão de pessoas. Agora, a meta é ampliar esse alcance para 3 milhões, mobilizando as 255 cooperativas registradas na Ocepar. De acordo com a coordenadora de Relações Institucionais da entidade, Danielly Andressa da Silva, esse avanço é resultado de um trabalho contínuo de formação de coordenadores locais – lideranças indicadas pelas cooperativas para atuar como pontos focais do programa em cada organização. Os coordenadores participam regularmente de capacitações, recebem orientações técnicas e integram reuniões e fóruns promovidos pela Ocepar, garantindo alinhamento e uniformidade na condução das ações em todo o estado. “Cada vez mais lideranças compreendem que acompanhar o ambiente político-institucional não significa fazer política partidária, mas exercer uma representação institucional responsável, organizada e alinhada aos interesses do cooperativismo”, afirma. O pioneirismo também tem impacto na representatividade do coop paranaense. Hoje, 26 deputados federais e senadores do estado integram a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) no Congresso Nacional. “Observamos recentemente uma evolução importante na qualidade do relacionamento institucional com os Poderes Executivo e Legislativo, permitindo que as contribuições do cooperativismo sejam apresentadas de forma técnica, propositiva e permanente”, destaca Danielly. Para a coordenadora, esse trabalho ultrapassa os períodos eleitorais e busca consolidar uma cultura permanente de representação institucional. A proposta é preparar cooperativas e lideranças para acompanhar os processos de decisão e atuar de forma organizada na defesa de pautas estratégicas para o setor. A consolidação do programa também passa por uma agenda estruturada de formação e mobilização. A Ocepar investe na capacitação contínua de lideranças, na produção de materiais de comunicação, em parcerias institucionais e em ações de sensibilização junto às cooperativas. Entre as iniciativas desenvolvidas estão o documento Propostas por um Paraná mais Cooperativo, que complementa o material elaborado pelo Sistema OCB com indicadores e prioridades para o estado, o MBA em Inteligência Política e Governos, realizado com o apoio do Sescoop/PR, além de imersões institucionais na Assembleia Legislativa do Paraná e diálogo permanente com representantes dos Executivo. Segundo Danielly, a experiência tem mostrado que o maior desafio não é executar o programa, mas consolidar uma cultura de representação institucional capaz de ampliar, de forma legítima e contínua, a influência do cooperativismo nos espaços de decisão. “Nosso objetivo hoje é fortalecer uma atuação orientada por inteligência política, preparando lideranças para compreender o ambiente institucional, antecipar tendências e qualificar o diálogo com os tomadores de decisão”, conclui.
