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title: Por que as certificações são essenciais para suas exportações? | Notícias | Sistema OCB
description: A casa do cooperativismo no Brasil. Apoiamos o crescimento sustentável das cooperativas, fornecendo recursos para fortalecer e promover desenvolvimento.
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date: 2022-07-13T07:58:18Z
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 As cooperativas que pretendem explorar as possibilidades do comércio exterior precisam entender os mercados que almejam e mostrar os seus diferenciais. **Cada país tem as suas peculiaridades, obrigações e hábitos de consumo, e a cooperativa precisa mostrar que seus produtos são adequados para atender a esse público.**É aí que entram as certificações, documentos que mostram ao mercado que a cooperativa cumpre os requisitos legais para operar em determinado país e comprovam a qualidade dos produtos. Via de regra, elas atestam padrões de produção, armazenagem e comercialização, assegurando que requisitos de qualidade ou procedimentos foram seguidos. As certificações podem ser cedidas por organizações da sociedade civil ou pelo poder público, a depender de seu caráter. Há, ainda, dois tipos de certificações: as compulsórias e as voluntárias. Neste artigo, veremos quais são os benefícios de obter certificações, entender os seus tipos e explicar para que servem algumas das certificações mais importantes para as coops que almejam exportar. Faça uma boa leitura!

## **Por que as certificações importam**

Quando a concorrência é global, as certificações representam os diferenciais dos produtos oferecidos pela sua cooperativa. Com esses documentos, a coop comprova seus métodos de produção, obtendo autorização para vender a certos lugares ou angariando vantagem competitiva. Afinal, muitas características valorizadas de um produto não são facilmente identificáveis. A certificação cumpre o papel de atestar que o seu produto possui os atributos desejáveis. **Na prática, ela opera como uma comunicação entre comprador e vendedor, confirmando a veracidade desses atributos.**O Siscomex, Sistema Integrado de Comércio Exterior, ligado ao Governo Federal, [explica que as certificações são benéficas para os fabricantes e exportadores](https://www.gov.br/siscomex/pt-br/servicos/aprendendo-a-exportarr/conhecendo-temas-importantes-1/sobre-certificacao):

- **Benefícios para o fabricante:** as certificações garantem uma implementação eficaz dos sistemas de controle e garantia de qualidade, aumentando a competitividade de seus produtos. Também aumenta a satisfação dos clientes e facilita o fechamento de novos negócios.
- **Benefícios para o exportador:** quando uma certificação é atribuída por uma entidade que possui acordos internacionais de reconhecimento, evita-se a necessidade de certificação no país de destino da venda.

### **Escolhendo a certificação**

Embora vantajosa, a obtenção de uma certificação também tem o potencial de ser um tanto trabalhosa. A conquista do documento pode demandar adaptações no sistema de produção e gerenciamento da cooperativa, afetar a cadeia de fornecedores, exigir investimentos em equipamentos e adaptação de embalagens, [alerta o Siscomex](https://www.gov.br/siscomex/pt-br/servicos/aprendendo-a-exportarr/conhecendo-temas-importantes-1/escolha-da-certificacao). Tudo isso apresenta o risco de aumentar substancialmente os custos da cooperativa, que, a depender do caso, talvez não compense as vantagens competitivas de se ter a certificação. **Por esse motivo, uma análise criteriosa de custo-benefício deve ser realizada antes de implementar um processo de certificação.**Para ajudar nessa tomada de decisão, o *International Trade Centre* - ITC disponibiliza a ferramenta [Standards Map](https://sustainabilitymap.org/standards). A ferramenta possibilita avaliar mais de 200 modalidades de certificações para uma ampla gama de produtos e serviços.

## **Certificações compulsórias**

Por razões sanitárias, comerciais ou culturais, muitos países ou blocos econômicos demandam determinadas certificações para que os produtos da cooperativa possam ser comercializados em seus territórios. Se o objetivo da sua cooperativa é exportar, a obtenção das certificações obrigatórias deve ter total prioridade. Pesquise profundamente as regulações locais e avalie os custos para produzir os seus produtos em conformidade às exigências. Confira exemplos de certificações compulsórias:

### **Certificação Halal**

Na cultura islâmica, a produção dos alimentos deve atender a um padrão ético baseado nos princípios religiosos. Para que as cooperativas possam exportar sua produção para muitos dos países de maioria muçulmana, elas precisam da [certificação Halal](https://foodsafetybrazil.org/certificacao-halal-aspectos-tecnicos-e-religiosos/), fornecida por alguma entidade islâmica autorizada, que atesta a realização dos procedimentos adequados. É vetado aos muçulmanos o consumo de alimentos que contenham matérias primas ou insumos considerados impróprios, como quaisquer produtos derivados de suínos e sangue animal (mesmo aqueles abatidos em conformidade aos princípios Halal).

### **Certificação Obrigatória da China**

O país oriental representa uma [grande oportunidade de negócios para as cooperativas brasileiras](https://negocios.coop.br/mercado-internacional/por-que-a-ascensao-chinesa-importa/). Quem pretende acessar esse mercado com determinados produtos deve, necessariamente, ajustar seus processos para obter o [*China Compulsory Certification* ](https://www.exportamos.com.br/exportar-para-a-china-o-que-e-a-certificacao-ccc/)[(CCC)](https://www.exportamos.com.br/exportar-para-a-china-o-que-e-a-certificacao-ccc/). Estabelecida em 2002, a CCC busca padronizar uma gama de produtos de acordo com as diretrizes chinesas. A certificação é expedida por órgãos chineses de controle e demanda a realização de testes em laboratórios e inspeção de fábricas.

### **Marcação CE**

Uma série de produtos só podem ser comercializados nos países que compõem a União Europeia se carregarem a [Marcação CE](https://europa.eu/youreurope/business/product-requirements/labels-markings/ce-marking/index_pt.htm). A certificação registra que os materiais atendem aos requisitos europeus de segurança, saúde e proteção ambiental. As regulações atingem produtos como brinquedos, dispositivos médicos e equipamentos de pressão. A Marcação CE deve estar estampada no material.

### ***British Retail Consortium***

A [certificação BRC](https://certification.bureauveritas.com.br/solucoes/certificacoes-setoriais/alimentos/brc-uma-norma-de-seguranca-de-alimentos-essencial-para-os-fornecedores-do-varejo/) atesta a qualidade, conformidade legal e segurança de alimentos que são comercializados no Reino Unido. Qualquer cooperativa que pretenda exportar os seus produtos para o mercado britânico deve atender aos requisitos exigidos pela norma.

## **Certificações voluntárias**

As [certificações voluntárias](https://www.gov.br/siscomex/pt-br/servicos/aprendendo-a-exportarr/aprendendo-a-exportar-artesanato/adequacao-do-produto-artesanato/certificacoes-voluntarias) não são exigidas para que os produtos sejam vendidos em determinado país e sua obtenção depende exclusivamente da decisão da cooperativa. Ainda que não sejam obrigatórias, essas certificações podem ajudar a impulsionar as exportações. Afinal, elas garantem conformidade com processos de qualidade, responsabilidade ambiental, social e agregam diferenciais competitivos. Veja algumas certificações voluntárias:

### **Certificação de Produtos Orgânicos**

Produtos orgânicos estão em alta, e ostentar um selo comprovando essa procedência pode representar um grande diferencial para a escolha dos consumidores. A [Certificação de Produtos Orgânicos](http://www.iea.sp.gov.br/out/verTexto.php?codTexto=260#:~:text=No%20caso%20de%20produtos%20org%C3%A2nicos,e%20pr%C3%A1ticas%20da%20agricultura%20org%C3%A2nica.) é uma forma de atestar, através de inspeções feitas por agências especializadas, que a produção seguiu normas e práticas da agricultura orgânica. O órgão que credencia internacionalmente as certificadoras é a *International Federation of Organic Agriculture Movements* (IFOAM). Ela é a federação internacional que reúne os diversos movimentos relacionados com a agricultura orgânica ao redor do mundo.

### **Certificação Fairtrade**

O movimento global *fairtrade* surgiu em busca da realização do comércio justo - daí seu nome em inglês. A [*Fairtrade International*](https://www.fairtrade.net/about/key-benefits-of-fairtrade), entidade de referência sobre o tema, argumenta que o comércio justo deve beneficiar produtores e consumidores a partir de princípios sociais, econômicos e ambientais. O selo *fairtrade* é utilizado justamente para atestar a conformidade desses fatores durante a produção dos produtos, conforme regras que devem ser atendidas e comprovadas. A certificação agrega valor à produção e representa um diferencial para ingressar em novos mercados em que há demanda de consumo consciente.

### **Certificado de origem**

O certificado de origem é um documento que atesta o local em que uma mercadoria foi produzida. Com ele, as cooperativas podem obter tratamento preferencial na hora de exportar para países que possuem acordos comerciais com o Brasil. Dentre as vantagens estão:

- Tratamento alfandegário especial;
- Possibilidade de atestar a origem da mercadoria; e
- Redução de impostos comerciais.

### **ISO 14000**

A série de normas [ISO 14000](http://www.qualidade.esalq.usp.br/fase2/iso14000.htm) diz respeito a um sistema de gestão ambiental que apresenta diretrizes para auditorias ambientais, avaliação do desempenho ambiental, rotulagem ambiental e análise do ciclo de vida dos produtos. O objetivo dessa gama de diretrizes é equilibrar a proteção ambiental e a prevenção de poluição com as necessidades sociais e econômicas. Exibir selos referentes à série da ISO 14000 pode fazer a diferença em um mercado tomado pela [onda ESG](https://inova.coop.br/blog/esg-no-cooperativismo-exemplos-e-boas-praticas-0ff1842e9090).

### **ISO 22000**

Outra norma internacional padronizada relevante é a [ISO 22000](https://certificacaoiso.com.br/iso-22000/), que rege a segurança de alimentos durante todo o processo de produção, da colheita até a mesa. Grandes nomes do comércio global só fazem negócios com produtoras que apresentam a certificação.

### **Certificado Kosher**

Os produtos consumidos na dieta judaica ortodoxa precisam obedecer a uma série de normas conforme as leis alimentares previstas pela religião. A certificação kosher assegura que os princípios sejam atendidos durante a produção desses insumos. O documento pode ajudar a cooperativa a ingressar em um mercado que movimenta, aproximadamente, [19 bilhões de dólares por ano](https://www.xportjr.com.br/post/certificado-kosher-o-que-%C3%A9-e-como-ele-pode-impactar-a-sua-exporta%C3%A7%C3%A3o).

## **Conclusão**

As certificações abordadas por esse artigo representam apenas uma pequena amostra desse universo. Cada cooperativa terá certificações e selos que melhor se enquadram a seu tipo de atuação e podem fazer a diferença na hora de apresentar seus produtos no mercado externo. A obtenção de uma certificação tem que ser cuidadosamente planejada, [alerta o Inmetro](http://www.inmetro.gov.br/qualidade/iaac/certifique-seu-produto.asp). O órgão possui, inclusive, um [sistema que cataloga os órgãos certificadores cadastrados em sua plataforma](http://www.inmetro.gov.br/qualidade/iaac/certifique-seu-produto.asp). **As certificações incorporam valor ao produto das cooperativas que almejam competir no mercado internacional.** Ao ostentar determinado selo, a instituição assegura parâmetros que podem fazer a diferença no momento de fechar negócios e ter o produto aceito em outros países.

> **Pensando nas possibilidades de expansão das cooperativas, o ConexãoCoop também já publicou** [**este texto sobre como e por que participar de feiras e missões internacionais**](https://negocios.coop.br/mercado-nacional/como-e-por-que-participar-de-feiras-e-missoes-nacionais-e-internacionais/)**. Confira!**

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