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title: Ramo Trabalho, Produção de Bens e Serviços | Sistema OCB
description: A casa do cooperativismo no Brasil. Apoiamos o crescimento sustentável das cooperativas, fornecendo recursos para fortalecer e promover desenvolvimento.
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 ![Trabalho, Produção de Bens e Serviços](https://somoscooperativismo.coop.br/media/com_anuariocoop/images/ramos/tpbs.svg)

Ramos do Cooperativismo · Ano-base 2025

# Trabalho, Produção de Bens e Serviços

 

 

  Panorama 2025

## Em 2025, o progresso é visto em muitas áreas

 

 

  As cooperativas de trabalho, produção de bens e serviços são empreendimentos coletivos formados por profissionais que se unem para gerar trabalho, renda e oportunidades de desenvolvimento por meio da cooperação. Diferentemente de modelos baseados na atuação individual, as cooperativas valorizam a força do trabalho conjunto, em que conhecimentos, recursos e responsabilidades são compartilhados para alcançar resultados que dificilmente seriam obtidos de forma isolada.

Nesse modelo, os próprios cooperados são donos do negócio, participam das decisões e compartilham os resultados de maneira democrática. Além de promover autonomia e autogestão, as cooperativas contribuem para melhores condições de trabalho, ampliação da renda, acesso a direitos sociais e melhoria da qualidade de vida.

Valorizar esse tipo de empreendimento é reconhecer a importância de um modelo econômico que coloca as pessoas no centro das atividades produtivas, fortalece a inclusão social, amplia oportunidades de geração de renda e estimula o desenvolvimento sustentável das comunidades. Ao unir esforços em torno de objetivos comuns, as cooperativas demonstram que a colaboração pode ser um caminho mais justo, resiliente e eficiente para o crescimento econômico e social.



 

  Distribuição territorial

## Panorama do Cooperativismo de Trabalho no Brasil

Selecione o ano e toque em uma unidade da federação para ver as seis métricas do ramo naquele estado.

 

Total nacional do ramo

- Cooperativas 601
- Cooperados 188.451
- Empregados 11.184
- Ingressos R$ 5,42 bi
- Ativos R$ 2,54 bi
- Sobras R$ 228,4 mi
 
Toque em um estado no mapa para ver os dados locais.

 

 

 

 

 

  Indicadores financeiros · 2025

## Indicadores financeiros do cooperativismo de trabalho

 

R$ 191,2 mi

em capital social

 

 

Série anual por indicador

série anual · dados da base

 

 

Ingressos —

 

 

  Em **2025** as cooperativas do ramo **trabalho, produção de bens e serviços** brasileiras pagaram mais de:

R$ 701 mi

investidos em salários e benefícios aos seus colaboradores.

 

 

  Atuação econômica

## Segmentação do Ramo TPBS

Um dos atributos mais representativos do ramo é a pluralidade de atividades. Desde 2019, o então Ramo Trabalho passou a reunir também cooperativas de produção, minerais, sociais, e parte das de turismo, lazer e educação.

 

- Gestão de resíduos    19%
- Demais serviços    17,8%
- Educação    15,8%
- Consultoria e instrutoria    12%
- Mineral    10,8%
- Manutenção, conservação e segurança    7,7%
- Produção artesanal    5%
- Cultura e lazer    4%
- Assistência técnica    2,5%
- Confecção    2,3%
- Produção industrial    2,3%
- Tecnologia e inovação    2,2%
- Sociais    0,7%
 
Os percentuais somam mais de 100% porque uma mesma cooperativa pode atuar em vários segmentos.

 

 

  Princípio 6 · Intercooperação

## Intercooperar gera Negócios

Com quais outros ramos o ramo Trabalho, Produção de Bens e Serviços mais faz negócios.

 

![](https://somoscooperativismo.coop.br/media/com_anuariocoop/images/ramos/credito-cor.svg)

49,3%

 

fizeram negócios com **Cooperativas de Crédito**

 

![](https://somoscooperativismo.coop.br/media/com_anuariocoop/images/ramos/saude-cor.svg)

11,5%

 

fizeram negócios com **Cooperativas de Saúde**

 

![](https://somoscooperativismo.coop.br/media/com_anuariocoop/images/ramos/transporte-cor.svg)

11,3%

 

fizeram negócios com **Cooperativas de Transporte**

 

![](https://somoscooperativismo.coop.br/media/com_anuariocoop/images/ramos/agropecuario-cor.svg)

1,7%

 

fizeram negócios com **Cooperativas Agropecuárias**

 

 

 

  Bloco especial

## Segmentos em destaque

Três frentes ilustram a força e a diversidade do ramo: a reciclagem, motor da economia circular; o segmento mineral, que formaliza a atividade garimpeira; e a produção artesanal, guardiã da cultura e da renda de milhões de brasileiros.

 

As cooperativas de reciclagem desempenham um papel fundamental na construção de uma economia circular, ao garantir que materiais recicláveis sejam reaproveitados de forma eficiente e sustentável. Além de contribuírem para a redução do desperdício e dos impactos ambientais, essas cooperativas geram trabalho digno e renda para milhares de catadores e catadoras, promovendo inclusão social e produtiva para pessoas em situação de vulnerabilidade.

Organizados de forma coletiva, esses profissionais conquistam melhores condições de trabalho, acesso a equipamentos de proteção e oportunidades de formalização. As cooperativas também ampliam sua capacidade de atuação ao firmar contratos com o setor público e privado, prestando serviços como coleta seletiva, triagem, classificação e logística reversa. São verdadeiras agentes de transformação, que unem cuidado com o meio ambiente, justiça social e desenvolvimento local.



Confira alguns números complementares desse segmento

Municípios atendidos

1.700

 

Materiais destinados à reciclagem

2 mi t

 

CO₂ com potencial de redução

1,81 mi t

 

 

Você sabia?

Nos últimos anos, importantes avanços marcaram o fortalecimento da reciclagem popular no Brasil. Entre 2025 e 2026, um conjunto de políticas públicas, marcos legais e investimentos passou a reconhecer, de forma mais concreta, o papel essencial dos catadores e das cooperativas na construção de uma economia circular inclusiva. Juntas, essas medidas representam um novo ciclo de valorização do trabalho dos catadores, aumento da competitividade das cooperativas e reconhecimento do seu protagonismo ambiental e social. Abaixo, apresentamos 4 destas iniciativas

Proibição de Importação de Resíduos sólidos

Em janeiro de 2025, a Lei nº 15.088 proibiu a importação de resíduos sólidos e rejeitos, medida que favoreceu as cooperativas ao eliminar a concorrência com materiais importados, garantindo espaço para a indústria nacional e participação dos catadores nos fóruns de decisão. A medida protegeu a renda de mais de 800 mil catadores e reduziu em 90% as importações concorrentes.

 

Instituição do Programa Nacional de Investimento na Reciclagem Popular

O DECRETO Nº 12.783, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2025 instituiu o Programa Nacional de Investimento na Reciclagem Popular – Pronarep, com a finalidade de proporcionar apoio financeiro, técnico, estrutural, econômico e social às catadoras e aos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis, individuais e autônomos, cooperativas, associações, redes ou outras formas de organização popular, em todo o território nacional.

 

Instituição do sistema de logística reversa de embalagens de plástico

O DECRETO Nº 12.688, DE 21 DE OUTUBRO DE 2025 instituiu que o sistema de logística reversa de embalagens de plástico fica a cargo dos fabricantes, dos importadores, dos distribuidores e dos comerciantes, que abrangem todo o ciclo de vida do produto e estabeleceu a priorização das cooperativas, associações e outras formas de organização popular de catadoras e catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis nas etapas da estruturação, da implementação e da operacionalização, de forma a estimular a contratação, a estruturação e o aprimoramento das condições de trabalho e de infraestrutura destas organizações.

 

Isenção do PIS/Cofins na venda de materiais recicláveis

A Lei 15.394/2026 desonera a cadeia da reciclagem ao isentar de PIS e Cofins a venda de desperdícios, resíduos e aparas por pequenos agentes e cooperativas. Simultaneamente, garante crédito tributário às indústrias do Lucro Real que utilizam esses materiais como matéria-prima.

 

 

 

  As cooperativas minerais têm como finalidade pesquisar, extrair, lavrar, industrializar, comercializar, importar e exportar produtos minerais de forma sustentável, promovendo a preservação ambiental e a melhoria da qualidade de vida de seus cooperados. Além da atividade mineral em si, essas cooperativas oferecem serviços fundamentais, como acesso à saúde, capacitação profissional e educação cooperativista.

Segundo a Constituição Federal, a formalização da atividade garimpeira deve se dar por meio de cooperativas. Isso torna o cooperativismo um instrumento essencial para garantir aos garimpeiros o acesso aos direitos minerários, à cidadania, ao crédito, às políticas públicas, aos programas de capacitação, à comercialização da produção e à geração de desenvolvimento regional com inclusão social. Mais do que um modelo econômico, trata-se de uma estratégia de organização produtiva que valoriza o trabalho coletivo, promove dignidade e contribui para a construção de uma mineração mais justa e responsável.



Cooperativas com títulos minerais ativos na ANM

cooperativas minerais (OCB)

65

 

garimpeiros cooperados

20,4 mil+

 

títulos minerários em produção

578

 

de minérios em 2025 — ouro, estanho, quartzo, calcário, titânio, argila, diamante e areia

3,05 mi t

 

 

Distribuição dos 578 títulos minerários

por regime de exploração

 

Permissão de Lavra Garimpeira 91%

 

 

 

 

Participação das substâncias minerais nos títulos de Lavra Garimpeira

% dos títulos

- Ouro  31%
- Cassiterita  22%
- Quartzo  18%
- Demais  16%
- Titânio  13%
 
Fonte: Cadastro Mineiro da ANM (consulta em 09/05/2025).

 

 

  O artesanato brasileiro alia geração de renda, preservação cultural e desenvolvimento local. O setor movimenta cerca de R$ 100 bilhões por ano, representa aproximadamente 3% do PIB nacional e garante sustento para cerca de 8,5 milhões de pessoas, sendo 77% mulheres, que desempenham papel fundamental na preservação dos saberes e tradições culturais do país.

Nesse cenário, as cooperativas de artesanato fortalecem o trabalho coletivo como alternativa ao trabalho individual, permitindo que artesãs e artesãos ampliem seu acesso a mercados, participem de feiras e eventos, compartilhem conhecimentos e conquistem melhores condições de comercialização. Atualmente, o Sistema OCB reúne cerca de 30 cooperativas do segmento, representando mais de 1.300 cooperadas e cooperados.

Ao unir pessoas em torno de objetivos comuns, as cooperativas agregam valor à produção artesanal, promovem inclusão produtiva, fortalecem a geração de renda e contribuem para a valorização do patrimônio cultural brasileiro.



dos artesãos são mulheres

77%

 

cooperativas representadas

28

 

cooperadas e cooperados

1.037

 

 

 

  Leitura do ano

## Desafios e Oportunidades

O cooperativismo de trabalho ocupa papel cada vez mais estratégico na construção de uma economia mais justa, inclusiva e solidária — alternativa concreta de inserção econômica e renda num mercado competitivo e dinâmico.

A ascensão da tecnologia e da inteligência artificial redesenha o mundo do trabalho, substituindo funções, mas também criando novas formas de organização produtiva; plataformas digitais podem ampliar o alcance das cooperativas, facilitar a gestão e democratizar o acesso ao conhecimento. A reforma tributária abre uma janela de oportunidades e desafios — a regulamentação adequada será essencial para que as cooperativas não sejam penalizadas por um modelo pensado para empresas convencionais, e o Sistema OCB seguirá defendendo seus pleitos.

Por fim, ainda há barreiras à participação das cooperativas em contratações públicas, por má interpretação do modelo ou desconhecimento das leis — superá-las exige ajustes normativos e mudança de mentalidade, reconhecendo o cooperativismo como parceiro estratégico do Estado.



 

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